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Tragédia anunciada

Paleontólogo caririense revela que a estrutura do Museu Nacional era precária

Por Ana Lima e João Boaventura Neto
Em 04/09/2018 às 11:10
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Professor Álamo Feitosa lamenta os prejuízos do incêndio no Museu Nacional (Foto: Guto Vital/Agência Miséria)

O incêndio de grandes proporções no Museu Nacional ocorrido na noite do último domingo, dia 2, deve ter destruído também exemplares de esqueletos fossilizados oriundos da Região do Cariri.

Peças inteiras de aracnídeos únicas no mundo e um fóssil completo do único raptor encontrado em território brasileiro o Santanaraptor Placidus. O museu nacional contava duzentos anos e reunia um acervo que guardava a memória da história e das culturas do povo brasileiro.



De acordo com o Professor Álamo Feitosa, coordenador do Laboratório de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri (Urca), são grandes as possibilidades de destruição dos exemplares da Região do Cariri no Museu.

"(...) um esqueleto fóssil em Pedra Cariri torna-se carbonato de cálcio em pelo menos 10 minutos a uma temperatura de 200 graus Celsius(...)", explicou.

Ainda abalado pelas perdas de acervos importantes da pesquisa brasileira, o professor Álamo Feitosa descreveu suas impressões do museu nacional quando o visitou no primeiro semestre de 2018 e revelou sua preocupação com as grandes chances de ocorrência de um sinistro no local. Assista ao vídeo.



Ainda segundo o professor, a escassez de investimentos nos museus de todo o país compromete a existência deles, inclusive na Região do Cariri.

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