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Dnit

142 pontes e viadutos de BRs no Ceará estão sem manutenção

Em 06/09/2018 às 06:10
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A ponte sobre o Riacho Salgado, em São Gonçalo do Amarante, é uma das prioridades (Foto: Reprodução)

Fortaleza. No Ceará, das centenas de pontes, viadutos e passarelas situadas nas rodovias federais (BRs), 142 carecem de algum tipo de manutenção. Apesar de possuir o levantamento das chamadas Obras de Arte Especiais (OAEs) avariadas, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), administrador dos equipamentos, não fornece prazos específicos para a realização de reparos. Até lá, danos estruturais podem levar a acidentes graves, como alerta a Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

Segundo o Dnit, o Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (Proarte) prioriza 142 OAEs no Estado. Desse total, 136 estruturas estão listadas para a execução de serviços de manutenção e, outras seis, para a realização de obras de reabilitação. A primeira categoria envolve serviços de limpeza, pintura e substituição ou instalação de juntas de dilatação e aparelhos de apoio, dentre outros serviços, para "conservar e preservar os componentes que integram as estruturas".



Já as obras de reabilitação fornecem reforço de elementos para aumentar a capacidade de carga e as dimensões das OAEs, objetivando adequá-las "às necessidades atuais dos usuários, de maneira que comportem o tipo e o volume de tráfego atuais, assim como as características dos veículos modernos".

Prioridades

O Proarte tem duas OAEs consideradas prioritárias no Ceará: uma ponte que corta o Riacho Salgado, em Umarituba, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF); e outra de 25 metros de extensão no município de Irauçuba (região Centro-Norte), sobre o Riacho Mocó - que, atualmente, está seco. Elas estão situadas, respectivamente, nos quilômetros 49,95 e 151,71 da mesma rodovia, a BR-222.

De acordo com as informações do Dnit, os Anteprojetos de Engenharia para a execução das obras de reabilitação estão "em fase de elaboração e desenvolvimento". No entanto, o órgão gestor não menciona prazos para o início das intervenções. Os estudos técnicos sobre as OAEs são encaminhados às Superintendências Regionais do Dnit para a abertura de um processo licitatório e posterior seleção das empresas responsáveis pela execução das obras.

A definição do tipo de serviço a ser realizado em cada estrutura é feito por meio da análise do registro fotográfico, resultando na elaboração dos Termos de Referência e Orçamento de cada estrutura. No entanto, celeridade é necessária porque, para a CNT, acostamentos e dispositivos básicos de proteção em pontes e viadutos têm papel fundamental na segurança viária, "pois têm a função de impedir a queda do veículo desgovernado, absorver o choque lateral ou propiciar a recondução do veículo à faixa de tráfego".

Estreitamentos

A entidade também alerta que problemas de segurança e fluidez do tráfego em áreas de pontes e viadutos estão associados a estreitamentos da rodovia, agravados quando há curvas fechadas nas proximidades.

O Ceará é cortado por 11 rodovias federais, que, juntas, somam 2.191 quilômetros de extensão pavimentada, segundo a Pesquisa 2017 de Rodovias da CNT. O número representa 25% dos 8.677 quilômetros de rodovias asfaltadas no Estado.

O Departamento Estadual de Rodovias (DER) informa que atualmente existe sob sua jurisdição sete viadutos (três na avenida do aeroporto, três na CE-040 e um no Cariri) e 439 pontes e que estes equipamentos passam por manutenção periódica, recebendo possíveis ajustes e reparos, quando necessário.

As Secretarias Municipais de Infraestrutura (Seinf) e Conservação e Serviços Públicos (SCSP) de Fortaleza informaram não possuir levantamentos específicos sobre a quantidade de pontes e viadutos existentes na cidade de Fortaleza.

Fique por dentro

10% não têm dispositivos de segurança

Não existem defensas viárias (metálicas ou de concreto) e acostamentos em 5.526Km dos 54.972Km onde a Pesquisa 2017 de Rodovias da CNT identificou a presença de pontes e viadutos no Brasil. A extensão equivale a 10% do total avaliado. Em 64,2% dos casos, os aparelhos foram considerados incompletos. Apenas 14.154Km (25,7%) possuem todos os equipamentos de segurança. Segundo o Dnit, cerca de 8 mil Obras de Arte Especiais estão sob sua jurisdição, em todo o País. O órgão já detectou que 1.712 das estruturas (21%) necessitam de ajustes.

A revisão da Norma Técnica Nº 9.452, em 2016, trouxe novidades para a gestão e inspeção de pontes, viadutos e passarelas de concreto. O texto define a realização de vistorias rotineiras, pelo menos uma vez ao ano. Também determina inspeção especial mais apurada, a cada cinco anos, podendo ser estendida para oito, dependendo da classificação da Obra de Arte.

Fonte: Diário do Nordeste

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