Cariri
Era Assim
Épocas passadas: Como era a principal rua do Crato da década de 1930?
Por:
Jornalista Alana Soares
Em 21/04/2019 às 07:50

A Rua do Commércio foi palco de grandes decisões políticas e financeiras que promoveram o progresso do Crato e da Região do Cariri. (Foto: Arquivo Miséria)

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Até a década de 1930, a atual Rua Dr João Pessoa era chamada de Rua do Commércio ou Rua Grande e seguiu sendo a principal via - e única avenida - do Crato por mais três décadas, até o início de 1960.

De acordo com o historiador regional Vicente Almeida, a Rua do Commércio foi palco de grandes decisões políticas e financeiras que promoveram o progresso do Crato e da Região do Cariri.

Por ali, em 1913-1914, chegaram os soldados no episódio da "sedição de Juazeiro". Em 1917, veio a construção do Largo São Vicente, atual Praça Siqueira Campos. Após isso, em 1921, instalou-se o Banco do Cariri, primeiro do sul do Ceará.

Registro da antiga Rua do Commércio, em Crato, com calçamento em pedra tosca e alguma urbanização aparente. Na época, iniciava-se trabalhos em saneamento básico. Na imagem é possível ver casas de comércio ao longo de sua extensão. Fotógrafo desconhecido.  

Rua Dr João Pessoa em 2019. Via importante no coração do Crato, segue como um das principais para o comércio local. Mais recentemente passou por urbanização, alargando as calçadas e utilizando-se de tijolos intertravados como piso. Foto: Raimundo Soares Filho/Colaboração

O Crato e seu comércio, à época, era considerado o mais adiantado do interior do estado, sendo a "capital econômica do Cariri" com mais de 5 mil casas e status de terceira maior cidade do Ceará, segundo o pesquisador Waldemar Arraes de Farias Filho no livro "Crato: Evolução Urbana e Arquitetura".

O nome, obviamente, a principal atividade neste logradouro era o comércio de secos e molhados, tecidos e confecções, apetrechos e itens em geral. Feira aberta na rua e lojas e casas de comércio. A rua terminava no Largo São Vicente e hoje segue até a Praça da Sé, somando três praças em sua extensão.

Em 1912, a cidade registrava oito ruas, quatro travessas e cinco becos, ainda segundo Waldemar Arraes. Daquela época para cá, a Rua do Fogo passou a se chamar Rua Tristão Gonçalves (da Vala), a Rua das Flores é a Rua Dom Quintino e a travessa da Liberdade é a Avenida Duque de Caxias.

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