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Em noite histórica, Maria da Penha agora é cidadã das principais cidades do Cariri
Por Sarah Gomes
Em 11/09/2019 às 08:55

As vereadoras Auricélia e Jacqueline Gouveia entregaram título de cidadã Juazeirense (Foto: Guto Vital/ Agência Miséria)

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Maria da Penha recebeu título de cidadã das cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha. A solenidade de entrega dos títulos aconteceu na noite desta terça-feira (10), no Centro de Convenções do Cariri. A cerimônia também marcou o lançamento da campanha do Outubro Rosa Cariri.

Maria da Penha, que dá nome à Lei de combate à violência contra a mulher, foi ovacionada de pé. A ativista dos direitos humanos emocionou o público ao contar sua história e discutir a necessidade da luta de combate à violência contra a mulher na região do Cariri, que registra altos índices de casos. “Mesmo não podendo vir à essa região com frequência, acompanho todas as notícias do que acontece por aqui”, afirmou.

Maria da Penha recebeu o título de cidadã barbalhense das mãos do vereador Tarcio Honorato (PT do B), que classificou como “grandioso” e “de grande respeito” o trabalho e a luta da ativista. Durante a solenidade, a ativista lembrou de sua mãe, natural do município caririense.



O título de cidadania do Crato foi entregue pelo vereador Thiago Esmeraldo (PP). O parlamentar declarou ser “um prazer enorme” para os representantes do município concederem o título para Maria da Penha, que “há 13 anos começou uma nova era” de combate à violência contra a mulher. O parlamentar elogiou a atuação do Conselho da Mulher do Crato. “Não é que a violência está aumentando o índice, é que o encorajamento e o trabalho do Conselho da Mulher é que faz com que elas criem coragem e denuncie seus agressores”, afirmou.

O título juazeirense foi entregue pelas vereadoras Jacqueline Gouveia (PRB) e Auricélia Bezerra (PDT).  Jacqueline citou o poema "Bem aventurada", de Helenna Souza. "Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano", diz parte do texto.

Maria da Penha viaja por todo o Brasil realizando palestras de conscientização em nome do Instituto que leva  seu nome. Natural de Fortaleza, a ativista sofreu duas tentativas de feminicídio pelas mãos do marido, dentro da própria residência, e se tornou símbolo de luta por uma vida livre de violência.

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