Compartilhar
publicidade
Policiais Civis e Militares fecham laboratórios clandestinos de produção de psicotrópicos em Iguatu
A polícia acredita que a produção diária dos laboratórios clandestinos de Artani e Pramil girava em torno de duas mil cartelas com capacidade para 600 comprimidos cada
Richard Lopes
Foto: Richard Lopes

Uma operação policial denominada ‘Subterranus’, desencadeada por volta das 5 da manhã desta quarta-feira (19), resultou no fechamento de dois laboratórios clandestinos de psicotrópicos, prisão de um suspeito, apreensão de armas, munições e insumos para fabricação dos medicamentos entorpecentes.

A ação foi liderada por Policiais Civis de Iguatu, coordenados pelo Delegado Regional Marcos Sandro Nazaré de Lira e Militares do 10º Batalhão, capitaneados pelo Tenente Coronel Sobreira. Policiais Civis e Militares, receberam denúncias de que uma quadrilha estaria agindo no município, produzindo medicamentos e outras drogas psicotrópicas ilicitamente.

A primeira investida dos policiais foi no sítio Tanque, onde foi encontrado um galpão com milhares de cartelas plásticas, uma prensa, uma máquina de cortar as cartelas, comprimidos psicotrópicos como Artani, conhecido como arrebite, e Pramil utilizado para disfunção erétil, sendo uma imitação do Viagra e com distribuição proibida no Brasil. Na ocasião, Gerciel Lucas de Lima, de 25 anos, que estava no local, ao ser questionado pelos policiais, afirmou desconhecer a existência dos comprimidos, atribuindo a culpa ao seu patrão, Jair Costa de Lima.

Depois da investida dos policiais no primeiro laboratório clandestino, os agentes se dirigiram ao segundo local suspeito, uma chácara em construção no sítio Carnaúba, distrito de Alencar. Um mestre de obras foi abordado pela equipe policial e apontou um local subterrâneo, afirmando que não sabia o que havia na parte de baixo, já que seu patrão, Jair, não permitia o mesmo descer até o cômodo. Os Policiais Civis e Militares identificaram uma parede falsa no imóvel, dando acesso a outro cômodo, no qual havia vários sacos plásticos contendo pó branco e sacos vazios de celulose.

Ainda no imóvel, os agentes de segurança desceram até o subterrâneo por meio de outra escada escondida onde havia um fundo falso que possuía um mulk (espécie de talha elétrica) para a suspensão de material pesado. Na descida da escadaria, foi encontrada várias prateleiras, um quadro, onde estava anotado a produção dos comprimidos psicotrópicos, e um cofre afixado na parede de gesso, que estava disfarçado por meio de um falso interruptor de energia elétrica.

No cofre, foram encontradas uma pistola calibre 380 com 27 munições, 2 espingardas de pressão, tambores com nome adrenalina, 14 unidades de embalagens com aproximadamente 100 chumbinhos cada, 14 unidades de embalagens vazias de Pramil, celulares e um saco plástico contendo um pó azul, provavelmente para a confecção do Pramil, de 3 gramas.

A polícia acredita que a produção diária dos laboratórios clandestinos de Artani e Pramil girava em torno de duas mil cartelas com capacidade para 600 comprimidos cada. O delegado Marcos Sandro e o Tenente Coronel Sobreira, revelaram ainda, que os insumos para fabricação dos comprimidos chegam a quase cinco quilos, além das centenas de cartelas de comprimidos com 580 mil embalagens.

Policiais Civis e Militares seguem em diligências visando localizar o dono dos imóveis, Jair Costa Lima, onde funcionavam os laboratórios. Três suspeitos foram conduzidos à delegacia e Gerciel Lucas foi preso por tráfico de drogas e comercialização de remédios ilegais.

Assista:

https://youtu.be/9kLdqxaaz5c

Comentar
+ Lidas