Compartilhar
publicidade
PF aponta crime em live de Bolsonaro, mas encerra caso sem indiciar o presidente
Inquérito apurava vazamento de informações sobre o sistema eleitoral. PF disse que houve crime de divulgação de segredo, mas não indiciou Bolsonaro nem o deputado Filipe Barros por terem foro privilegiado.
PF aponta crime em live de Bolsonaro, mas encerra caso sem indiciar o presidente
O presidente Jair Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Polícia Federal concluiu que houve crime quando, em uma live, o presidente Jair Bolsonaro divulgou informações sigilosas de uma investigação. No entanto, o delegado responsável pelo caso não indiciou o presidente, sob alegação que ele tem foro privilegiado, dando o caso por encerrado.

A PF comunicou a conclusão ao Supremo Tribunal Federal. No relatório à Corte, a polícia também disse que o fato de Bolsonaro não ter ido ao depoimento sobre o inquérito na semana passada não impediu a análise do caso. As informações são do portal G1.

“Decorrido o prazo estabelecido, não houve atendimento à ordem judicial mencionada, inviabilizando-se a realização do ato e a consequente obtenção da perspectiva do Sr. JAIR MESSIAS BOLSONARO a respeito dos fatos. Essa situação, entretanto, não teve o condão de impedir a correta compreensão e o esclarecimento do evento, conforme demonstrado no tópico a seguir.”, diz trecho do documento enviado ao STF.

“Decorrido o prazo estabelecido, não houve atendimento à ordem judicial mencionada, inviabilizando-se a realização do ato e a consequente obtenção da perspectiva do sr. Jair Messias Bolsonaro a respeito dos fatos. Essa situação, entretanto, não teve o condão de impedir a correta compreensão e o esclarecimento do evento”, escreveu a PF.

Ainda segundo o relatório enviado ao STF, há provas de que o deputado Filipe Barros, que participou da live com bolsonaro, obteve as informações sigilosas para auxiliar o presidente na “narrativa de vulnerabilidade do sistema eleitoral”.

“Conforme o conjunto probatório, há lastro para afirmar que Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro obteve acesso à documentação com o argumento de que a empregaria no exercício de suas funções como relator da PEC no 135/2019, mas utilizou referido material para auxiliar Jair Messias Bolsonaro na narrativa de vulnerabildade do sistema eleitoral brasileiro”, destacou a PF.

Informações vazadas por Bolsonaro ajudam milícias digitais, diz Barroso

Na cerimônia virtual de abertura dos trabalhos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça-feira (1º), o presidente da Corte e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, criticou Bolsonaro pelo vazamento de informações sigilosas e por levantar suspeitas sobre a urna eletrônica em favor do voto impresso.

“Ninguém fornece informações que possam facilitar ataques. Tudo aqui é transparente, mas sem ingenuidades. Informações sigilosas fornecidas pela PF [Polícia Federal] foram vazadas pelo presidente, divulgando dados que auxiliam milícias digitais”, disse Barroso.

Fonte: O Tempo

Comentar
+ Lidas