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Justiça condena blogueiro por acusar PSOL de tramar facada em Bolsonaro
Juiz afirma que o Oswaldo Eustáquio (foto) deturpou o conteúdo de depoimento prestado à PF, citando falas não ditas e compartilhando conclusões sem qualquer base.
Justiça condena blogueiro por acusar PSOL de tramar facada em Bolsonaro
Blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio (Foto: Reprodução/Instagram)

O Tribunal de Justiça do Paraná condenou o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio Filho a indenizar o PSOL em R$ 10 mil por crime de difamação. O ativista afirmou, em abril de 2020, que um braço político ligado à legenda teria agido junto com Adélio Bispo no episódio da facada dada em Jair Bolsonaro em 2018. O crime ocorreu em Juiz de Fora (MG), durante caminhada do então candidato a presidente pelo centro da cidade mineira.

Oswaldo Eustáquio também foi condenado a uma multa no valor de um salário mínimo e à pena de detenção de quatro meses e 20 dias — que deverá ser cumprida em regime aberto. Ele ainda deve comparecer em juízo mensalmente para informar e justificar suas atividades, estar em sua residência até as 22h e não viajar sem autorização judicial. O juiz ainda proibe o blogueiro de frequentar bares, casas de jogos e de prostituição ou locais onde sejam comercializadas bebidas alcoólicas. A informação é da Folha de S. Paulo.

Adélio Bispo foi filiado ao PSOL de Uberaba (MG) de 2007 a 2014, mas nunca militou. Ele foi considerado doente mental pela Justiça e, por isso, inimputável. Em publicação no portal Renews, Oswaldo Eustáquio Filho disse haver suspeitas de que o partido e o ex-deputado federal Jean Wyllys eram “os mandantes do crime que tentou tirar a vida do presidente”. “Um braço político ligado ao PSOL [e] a Jean Wyllys surge como forte indício de que Adélio não agiu sozinho”, escreveu.

Em sua decisão, o juiz Telmo Zaions Zainko afirma que o blogueiro bolsonarista deturpou o conteúdo de um depoimento prestado à Polícia Federal, citando falas não ditas e compartilhando conclusões sem qualquer base.

“Em nenhum momento é feita tal ilação, ao contrário, da leitura da íntegra do depoimento, o depoente menciona que ouviu ‘alguém’ ter comentado sobre os deputados do Anexo 4 [da Câmara dos Deputados] e o ex-deputado Jean Wyllys, no sentido de [que] não seriam políticos inúteis”, afirma o magistrado.

“Entendo por maliciosa a publicação, restando demonstrado o animus difamandi na conduta, na medida em que o querelado [Eustáquio] tinha a intenção de macular a dignidade do querelante [PSOL] indicando sua vinculação ao atentado praticado contra o presidente Jair Bolsonaro”, diz ainda.

Blogueiro é investigado nos inquéritos das fake news e das milícias digitais

Oswaldo Eustáquio é investigado nos inquéritos das fake news e das milícias digitais e chegou a ser preso pela Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele almeja disputar cargo público nas eleições deste ano.

Antes de se filiar ao PMN e lançar sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo, no ano passado, Eustáquio foi expulso do PTB após uma briga com aliados do ex-deputado federal Roberto Jefferson, o delator do esquema do Mensalão que foi condenado, cumpriu pena na cadeia e, após solto, se tornou aliado de Bolsonaro, com quem brigou recentemente, após ser preso novamente e não receber apoio público do presidente.

Fonte: O Tempo

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