Ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) (Reprodução/TV Globo)
O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) afirmou que, se pudesse escolher, gostaria de disputar o segundo turno contra o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). Para ele, qualquer candidato pensa assim e é o que o petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT), hoje líder das pesquisas, está tentando fazer. As declarações foram dadas em entrevista à rádio Capital, de Cuiabá (MT).
“Candidato não escolhe adversário, mas qualquer um de nós gostaria, e isso é o que Lula está fazendo, de enfrentar o Bolsonaro. Porque o primeiro turno é um jogo de preferências. As pessoas simpatizam, gostam mais e votam. O segundo turno é um jogo de rejeição. Eu voto, se o meu candidato não foi, contra aquele candidato que prejudicou o meu ou contra o candidato que eu não quero que de fato vá. Portanto, a rejeição do Bolsonaro é disparada a pior. Então, se eu pudesse escolher, era melhor ir com ele. É o que o Lula está tentando fazer”, disse Ciro Gomes.
Segundo ele, o ex-presidente não quer enfrentá-lo no segundo turno porque ele teria mais condições de colocar as contradições da candidatura petista.
“O Lula quer ver o diabo pintado de verde e amarelo e não quer me ver no processo, porque sabe que eu acabo com a brincadeira dele, porque eu conheço as contradições todas, sei o nome, tenho autoridade, tenho um documentos, ajudei o Lula”, afirmou.
Na entrevista, ele fez vários acenos ao eleitorado ligado ao agronegócio, fortemente refratário ao PT nas eleições de 2018, e afirmou que tanto o petista quanto Bolsonaro possuem um eleitorado composto por uma parcela de fanáticos.
“Acho que o Lula tem um grupo de fanáticos ali de 25%, 30% do eleitorado brasileiro que ele pode falar mal de Jesus, andar pelado na rua, falar a aberração que quiser falar, praticar a contradição que quiser e a turma engole, relativiza e defende. É lula mito, não sei o quê. O Lula tem 25%, 30% de fanáticos. O Bolsonaro tem 15% a 20% de fanáticos e a gente precisa ver se a gente consegue, com respeito a todos eles, construir um caminho para que quem não é fanático entre nessa eleição pensando no Brasil”, afirmou.
Fonte: O Tempo
