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PSTU anuncia sapateira Vera Lúcia como candidata à Presidência
Em comunicado, candidata critica aliança entre Lula e Alckmin e espera atrair setores da esquerda insatisfeitos com a composição.
PSTU anuncia sapateira Vera Lúcia como candidata à Presidência
Vera Lúcia, pré-candidata do PSTU à Presidência da República (Foto:PSTU/Divulgação)

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) anunciou nesta segunda-feira (7) que lançará a operária sapateira Vera Lúcia Pereira como candidata à Presidência da República. O lançamento oficial será no próximo dia 19. De acordo com a legenda, a candidatura terá apoio inclusive de outras correntes políticas, como setores dissidentes do PSOL.

Em 2018, Vera Lúcia já foi candidata pelo PSTU ao Palácio do Planalto. Na ocasião, ficou em 11º, com 55.762 votos, o equivalente a 0,05% dos votos válidos. Assim, ficou à frente apenas de José Maria Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL).

Em comunicado divulgado pelo partido, Vera Lúcia criticou os comandos de outros partidos de esquerda, que se alinham hoje com a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela afirmou que medidas profundas precisam ser tomadas para ampliar a mobilização social para enfrentar a concentração de riqueza no país.

“Essas medidas cabem ao PSTU e ao Polo Socialista Revolucionário apresentarem, já que o PT, PCdoB e a maioria da direção do PSOL irão apresentar o velho projeto de conciliação de classes nos limites do capitalismo e da ordem atual, que já vimos nos mais de 13 anos de governos do PT. Esse filme é velho e o final dele é a desmobilização, frustração, desorganização e desmoralização da classe trabalhadora e fertilização do terreno para crescimento da extrema direita. Uma frente com grandes com setores da burguesia, tendo Alckmin como vice, será incapaz de aplicar um programa que mude de verdade o país e a vida do povo pobre e trabalhador”, afirmou a pré-candidata.

Segundo ela, a principal tarefa na atual conjuntura é trabalhar pelas saídas do atual presidente, Jair Bolsonaro, e de seu vice, Hamilton Mourão, a quem atribui as mais de 650 mil mortes na pandemia. “Bolsonaro aprofundou a crise econômica existente no país e acelerou todas as mazelas que já afligiam a vida dos trabalhadores e do povo pobre: a fome, o desemprego, os baixos salários, a destruição do meio ambiente, as opressões, a carestia e a rapina, desmantelamento e entrega do país aos oligopólios e super-ricos internacionais e seus sócios nacionais”.

Fonte: O Tempo

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