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Netflix apresenta pedido de liminar no STF contra censura de filme
No vídeo, Jesus, interpretado por Gregório Duvivier, traz para casa um amigo esquisito, interpretado por Fábio Porchat, com quem vive um romance gay espantando José, Maria, os reis magos e até de Deus (Divulgação)

A Netflix apresentou nesta quinta-feira um pedido de liminar junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o intuito de derrubar a decisão do desembargador Benedicto Abicair, do Rio de Janeiro, que determinou que a plataforma de streaming tire do ar o Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo.

Em comunicado oficial, porta-voz da Netflix afirmou que: “Nós apoiamos fortemente a expressão artística e vamos lutar para defender esse importante princípio, que é o coração de grandes histórias.”

A expectativa é que o presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, tome uma decisão sobre o caso ainda nesta quinta.

A petição apresentada pela plataforma de streaming apela para a “garantia constitucional da livre manifestação de pensamento e a liberdade de expressão”. “Somente haveria a possibilidade de proibição da exibição de conteúdo e sua censura em casos de caracterização de ato ilícito, de incitação à violência ou violador de direitos humanos. Não caberia ao Poder Judiciário, desta forma, julgar a qualidade do humor, e sim a existência de quaisquer ilegalidades”, diz o texto.

A defesa ainda lembra que a exibição do filme é feita de forma exclusiva na plataforma para assinantes — ou seja, o conteúdo não foi transmitido em local público e só é visto por aqueles que escolhem assisti-lo.

Em entrevista a VEJA, Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) e professor de direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), explica que, caso a Netflix receba uma intimação da Justiça do Rio antes da decisão do STF, o filme do Porta dos Fundos pode, de fato, ser censurado.

“O caso ganhou enorme repercussão, logo é importante que o STF se manifeste com brevidade. Dado o histórico recente do Supremo, ele costuma ser protetivo com a liberdade de expressão.”

Fonte: Veja

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