Estefani foi morta a tiros em Assaré, enquanto as irmãs Adriana e Marilene assassinadas a golpes de faca em Tarrafas e Lucimar por asfixia em Juazeiro (Foto: Reprodução)
O mês de abril terminou com o registro de cinco mulheres assassinadas na região do Cariri, sendo duas em Tarrafas (ou 40% do total) e as demais em Assaré, Brejo Santo e Juazeiro após um mês de março zerado ou crescimento de 500% em relação ao número de assassinatos contra pessoas do sexo feminino. Além disso, com cinco mulheres mortas no quarto mês deste ano, representa 400% a mais já que, em abril do ano passado apenas uma mulher foi assassinada.
No primeiro quadrimestre do ano já tivemos o assassinato de mulheres em seis municípios. No ano passado eram três mulheres assassinadas no Cariri contra nove este ano ou crescimento da ordem de 200% com seis a mais. Juazeiro desponta com uma participação de 33% já que três mulheres foram mortas no município, além de duas em Tarrafas e as demais em Campos Sales, Crato, Assaré e Brejo Santo.
No dia 2 de abril Estefani Maria de Jesus, de 28 anos, que residia na Rua Raul Sampaio Muniz (Bairro Serra da Ema) em Assaré e estava grávida de três meses, foi morta a tiros pelo ex-companheiro “Itamar da Cerâmica” o qual fugiu numa Hilux e abandonou depois. O crime aconteceu na Rua Sagrada Família e ele matou ainda o atual cunhado dela Francisco Ozório Oliveira de Sousa, de 39, que ali residia, enquanto o irmão dele e esposo da mesma Antonio Marcos de Oliveira saiu baleado.
Uma semana depois Maria Sampaio Viana, de 53 anos, a enfermeira Marizete, que residia no Sítio Baixio dos Bastos em Brejo Santo, foi morta com golpes de marreta desfechados pelo paciente Lucas Gomes da Silva, de 33 anos, residente na Vila Cavaco, que surtou. O crime aconteceu na ala psiquiátrica da Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima na Rua Manoel Inácio no centro da cidade.
Já no dia 13 de abril Adriana Alves Ferreira, de 24 anos, que residia no Sítio Boa Vista na zona rural de Tarrafas, foi morta a golpes de faca juntamente com sua irmã Maria Marilene Silva Lima, de 17 anos. Adriana respondia procedimento por abandono de incapaz quando saiu para uma festa deixado sozinho o filho, na época com dois anos. Um adolescente de 16 anos foi apreendido em Farias Brito acusado de matar as garotas juntamente com o seu tio Leonardo Vieira da Silva, que segue foragido.
Por fim, no dia 29 de abril Lucimar Ferreira de Oliveira, 73 anos, que residia na Avenida JPB de Menezes (Vila Alta) em Crato, foi encontrada morta por asfixia no canteiro da obra abandonada de um posto de saúde na Rua Alencar Peixoto perto do anel viário (Socorro) em Juazeiro. Ela não tinha problemas mentais e saiu de Crato dois dias antes para Juazeiro como costumava fazer quando, por aqui, um homem atraiu a mesma prometendo doar uma cesta básica.
