Valdir residia na Rua Olgives de Melo (Tiradentes) em Juazeiro. (Foto: Reprodução/Google Maps)
Familiares do homem que morreu nesta quinta-feira (21) numa troca de tiros com policiais militares no Crato estiveram na Perícia Forense e identificaram o corpo. Era de Valdir de Souza, de 40 anos, que residia na Rua Olgives Magalhães de Melo (Tiradentes) em Juazeiro do Norte. Ele conquistou a liberdade recentemente e respondia procedimentos por crimes de porte ilegal de arma de fogo, violência doméstica, tráfico de drogas, lesão corporal, assaltos, vários furtos e uma Ação Penal de Competência do Júri por homicídio qualificado.
Este último crime aconteceu no dia 1º de janeiro de 2007 e Valdir seria julgado no próximo dia 26 de dezembro. Na madrugada daquela, num terreno baldio perto do cruzamento das ruas Rui Barbosa e José Marrocos (Santa Tereza) em Juazeiro ele matou com seis tiros o ex-presidiário Alan Andrade da Silva o qual residia na Rua Padre Ourives daquele bairro. Além de Valdir, o crime foi praticado com a ajuda de outro ex-presidiário identificado na época apenas por “Naldinho” os quais fugiram.
A INTERVENÇÃO – Por volta das 15h30min desta quinta-feira a polícia soube de assalto, no bairro Muriti em Crato, contra o mototaxista Rodrigo Canuto da Silva que teve sua moto, dois celulares e R$ 185,00 em dinheiro roubados. Ele foi contratado por Valdir para fazer uma corrida até as imediações do Motel Swing na Avenida Padre Cícero o qual sacou a arma e anunciou assalto. Militares do RAIO já tinham feito o cerco na área onde o mesmo estaria e foi solicitado reforço, porém ele não foi localizado. Por volta das 18 horas o assaltante foi visto por populares andando na via férrea com a arma na mão no sentido Crato/Juazeiro, sem camisa e com o calção na outra mão.
Equipe do RAIO retornou ao local e o acusado fugiu por um matagal ao lado da indústria Incopa, sendo perseguido quando efetuou três disparos na direção dos policiais. Houve revide e o mesmo terminou atingido na cintura. Como não tinha viatura do SAMU disponível, Valdir foi socorrido na própria viatura da PM ao Hospital São Camilo, onde morreu sem ser identificado e os policiais apreenderam o seu revólver e o dinheiro apresentando ao delegado plantonista de Crato.
