“Negão” foi condenado a 31 anos por matar sua ex-companheira “Márcia” em Juazeiro (Foto: Reprodução)
Mais um homem acusado de crime de feminicídio em Juazeiro sentou no banco dos réus e foi condenado. Na manhã do dia 28 de maio de 2020 Alberlan Rocha Silva, de 39 anos, o “Negão da Bros”, matou a tiros Cícera Amaroto da Silva, de 38 anos, que era conhecida por “Márcia. O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri refutou a tese de negativa de autoria e o condenou a 31 anos de prisão durante a sessão presidida pelo juiz Djalma Sobreira Dantas Junior nesta terça-feira.
O acusado mora no bairro São Miguel e foi preso momentos após o crime – Reveja imagens abaixo – que aconteceu na porta da casa da vítima na Rua do Ancião (Tiradentes). Naquele dia, ela e o filho de 9 anos chegavam de um supermercado num carro de aluguel por aplicativo. Quando saía do veículo, dois homens se aproximaram numa moto e um deles já deu o primeiro tiro. Em seguida, mandaram a criança e o motorista saírem do carro para concluírem a execução.
O outro acusado foi identificado como sendo o ajudante de borracheiro Diego Brito de Sousa, de 26 anos, o “Dieguinho Bagaceira” que morava na Rua João Pereira de Carvalho (Campo Alegre). É que, no último dia 3 de abril, este foi morto a tiros na porta de sua casa por dois homens que fugiram num carro. Quando do assassinato de Márcia, policiais militares diligenciaram encontrando “Negão da Bros” na sua moto trafegando pela Avenida Carlos Cruz e tentou fugir deixando cair um cartucho calibre 12 intacto.
Inicialmente, deu o nome de “Alexandre” e, depois, negou envolvimento no crime dizendo que retornava da casa de um amigo. Ele teve um relacionamento com Márcia durante seis meses e não aceitava o fim do namoro, sendo que ela chegou a denunciá-lo por porte de arma e o mesmo terminou preso. Momentos após o crime, o “Negão” foi visto passando nas imediações pilotando a moto com “Dieguinho” em alta velocidade por uma das ruas do bairro Tiradentes.
Ele admitiu que, no ano anterior ao crime, tinha efetuado disparos de arma de fogo contra a casa de “Márcia”, mas negou envolvimento no feminicídio e que nem esteve com Diego naquele dia. Já no depoimento prestado na Delegacia de Polícia Civil de Juazeiro. Diego disse que não conhecia a vítima e nem estivera com “Negão” igualmente negando envolvimento.
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