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Vaticano registra primeiro caso de coronavírus; país estuda medidas para proteger papa da epidemia
Vaticano registra primeiro caso de coronavírus (Reprodução)

O Vaticano informou nesta sexta-feira, 6, o primeiro caso do novo coronavírus, descoberto no dia anterior, e anunciou a suspensão do atendimento a pacientes externos em seu pequeno centro médico, onde foi registrado o contágio. Por causa disso, o porta-voz do papa Francisco, Matteo Bruni, anunciou que o centro médico do pequeno Estado, onde moram quase mil pessoas, passará por um processo de limpeza.

Segundo Bruni, “todos os pacientes que passaram pelo centro médico estão sendo avisados”. Bruni não quis dar detalhes sobre o estado do paciente infectado, nem sua data de ingresso na instituição – ou sobre a possível transferência para outra unidade de saúde.

Além disso, com a epidemia de Covid-19 se tornando uma preocupação também no Clero do Vaticano, novas medidas de precaução serão estabelecidas nos próximos dias para impedir a propagação do novo vírus.

As providências estarão ligadas às “atividades do Santo Padre, da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”, acrescentou o texto do porta-voz.

Bruni não especificou se o pontífice de 83 anos, tão próximo aos fiéis, permanecerá provisoriamente longe da multidão nas audiências de quarta-feira (11), ou evitará contato físico com seus visitantes.

O papa argentino, Jorge Bergoglio, é conhecido por sua predisposição para apertar a mão, dar beijos nas bochechas ou na testa, o que eleva o alerta sobre o pontífice.

Durante sua última aparição ao ar livre, na Praça de São Pedro, em 26 de fevereiro, o papa Francisco, visivelmente resfriado, mais uma vez apertou a mão de dezenas de fiéis e beijou algumas crianças, no meio de uma multidão de cerca de 12.000 pessoas.

Há uma semana, Francisco que oficialmente sofre um resfriado, permanece trancado em sua residência na Cidade do Vaticano por precaução, apesar de ter testado negativo para o coronavírus.

Coronavírus na Itália

A Itália registrou 41 mortes ligadas ao COVID-19 nas últimas 24 horas, o que eleva o saldo de óbitos no país a 148. As informações constam em relatório divulgado nesta quinta-feira (6) pela Proteção Civil italiana, que coloca a península em segundo lugar no mundo pelo número de casos fatais, atrás da China.

O governo italiano decidiu fechar todas as escolas e universidades até o dia 15 de março, medida implementada para tentar impedir a propagação do vírus e, assim, evitar a saturação de pacientes em hospitais em toda a península.

Fonte: Estadão

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