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Hospital São Vicente de Paulo reforça prevenção ao câncer de colo do útero durante o Janeiro Verde
Novas diretrizes nacionais devem ser implementadas até o fim de 2026, com foco na ampliação do rastreio e na identificação precoce da doença.
Nathalie Fernandes
Ginecologista alerta sobre a importância da prevenção do câncer de colo de útero durante a campanha do Janeiro Verde.
Ginecologista obstetra Luana Cruz, do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo. | Foto: Guto Vital/Portal M1

Durante o mês de janeiro, a campanha Janeiro Verde reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de colo do útero, doença que ainda apresenta altos índices no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. O alerta é da ginecologista obstetra Luana Cruz, do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo.

Segundo a especialista, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde contribui para a permanência da doença nessas regiões. “O câncer de colo uterino ainda é muito presente no Norte e no Nordeste. Por isso, precisamos de políticas públicas voltadas à saúde da mulher para reduzir esses índices”, explica.

A médica destaca que novas diretrizes nacionais devem ser implementadas até o fim de 2026, com foco na ampliação do rastreio e na identificação precoce da doença. Além do exame tradicional, conhecido como Papanicolau ou citologia oncótica, o Brasil passará a adotar o teste de DNA HPV por PCR, que apresenta maior sensibilidade na detecção do vírus causador da maioria dos casos de câncer de colo do útero.

“Esse novo método permite identificar alterações muito antes de elas se tornarem um câncer e possibilita que o rastreio seja feito a cada cinco anos, alcançando um número maior de mulheres com mais eficácia”, afirma Luana Cruz.

De acordo com a ginecologista, mulheres que apresentem sintomas como sangramento fora do período menstrual ou após a relação sexual devem procurar atendimento médico imediatamente. Já aquelas sem sintomas devem seguir o rastreio regular, indicado atualmente para mulheres entre 25 e 64 anos. Com a nova metodologia, a faixa etária passa a ser de 25 a 60 anos, desde que o teste de HPV apresente resultado negativo.

A médica reforça que o câncer de colo do útero tem cura, especialmente quando diagnosticado precocemente. “Em termos de câncer, tempo é vida. Janeiro Verde serve para lembrar durante todo o ano que a prevenção salva vidas”, conclui.

Confira a reportagem:

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