Carolina Siebra | Foto: Guto Vital / Portal M1
A advogada e pré-candidata a deputada federal pelo Ceará, Carolina Siebra, que atua na defesa de pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023, criticou as condenações impostas aos envolvidos durante o evento do Partido Novo realizado nesta sexta-feira (30), em Barbalha. A declaração foi dada ao Portal Miséria/M1 durante evento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao Governo do Ceará.
Na avaliação de Carolina Siebra, os julgamentos relacionados ao 8 de janeiro têm desrespeitado garantias constitucionais. Ela sustenta que não houve ampla defesa, contraditório nem individualização das condutas, o que, segundo ela, resultou em penas que variam de 11 a 17 anos de prisão.
“A Constituição está sendo vilipendiada, não estão seguindo o que deveria seguir. Essas pessoas não estão tendo direito à ampla defesa ao contraditório, não tiveram direito à individualização da conduta, e é por conta disso que as penas vão de 11 a 17 anos, porque não é observado especificamente o que aquela pessoa fez”, afirmou.
Carolina Siebra também declarou que parte dos investigados não estaria diretamente envolvida nos atos ocorridos na Esplanada dos Ministérios. “Muitas pessoas estavam a quilômetros de distância e não cometeram dano ao patrimônio público”, disse. Segundo ela, em casos nos quais não houve comprovação de ilícito, deveria ocorrer absolvição. “Eu não peço privilégio para ninguém, peço apenas o que a lei prevê”, declarou.
Atualmente, Carolina Siebra é advogada da Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro, entidade que, segundo ela, reúne mais de 600 famílias em todo o país. Além disso, acompanha cerca de 30 casos de forma particular, prestando assistência jurídica a investigados relacionados aos episódios ocorridos na capital federal.
Pré-candidata a deputada federal
Carolina Siebra afirmou que a atuação nesses casos contribuiu para a decisão de colocar seu nome à disposição como pré-candidata a deputada federal. Segundo ela, o convite partiu do senador Eduardo Girão. “Ele me disse que eu precisaria de um mandato para continuar fazendo o que já faço”, afirmou. A advogada declarou que a pré-candidatura tem como objetivo ampliar sua atuação na defesa de direitos e garantias constitucionais no âmbito legislativo.
Assista a entrevista completa:
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