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Aldigueri fala em “tolerância zero” após prisão de Pedro Lobo, e Alece afirma que suplente não tem foro privilegiado
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa, após o presidente da Assembleia Legislativa ser questionado sobre o caso.
Rogério Brito
Pedro Lobo e Romeu Aldigueri
Pedro Lobo e Romeu Aldigueri | Foto: Reprodução/ Instagram

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), anunciou “tolerância zero” para casos de importunação sexual ao comentar a prisão do suplente de deputado estadual Pedro Lobo (PT), ocorrida nesta segunda-feira (2), no Aeroporto de Juazeiro do Norte.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa, após Aldigueri ser questionado sobre o caso. Segundo ele, a informação chegou enquanto participava da sessão solene de abertura do ano legislativo na Alece. O presidente classificou como “inadmissível” qualquer episódio de importunação sexual, mas destacou que o acusado tem direito ao contraditório e à ampla defesa.

“Eu ainda não sei os detalhes, mas ele tem o contraditório e a ampla defesa. Desde já, reforçar que a tolerância é zero. Nós não compactuamos, seja suplente de deputado ou seja qualquer profissional de qualquer profissão. O homem brasileiro tem que respeitar a mulher e a mulher tem que cada vez mais denunciar se se sentir agredida”, afirmou.

Em nota, a Assembleia Legislativa esclareceu que Pedro Lobo não exerce atualmente mandato parlamentar. Na condição de suplente, segundo a Casa, ele não possui foro privilegiado. “A condição de ex-deputado estadual, por ter exercido o mandato anteriormente, não confere a ele prerrogativas como foro privilegiado”, informou a Alece.

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