Alexsandro foi assassinado perto da Câmara Municipal, Alex no bairro Frei Damião e Edgar no Sítio Santa Rosa.
Com dez homicídios em sete bairros e numa localidade rural, o mês de janeiro teve um assassinato a menos que dezembro ou 9% de decréscimo. Já na comparação com janeiro de 2025 foram seis homicídios a mais ou 150% de acréscimo, pois, naquele período, ocorreram quatro assassinatos.
Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, em janeiro, os bairros onde houve o registro de homicídios foram Frei Damião e Professora Geli de Sá Barreto (02 cada) e os demais no Juvêncio Santana, José Geraldo da Cruz, Pio XII, Leandro Bezerra, Pedrinhas e no Sítio Santa Rosa. Com isso, no acumulado do ano, os bairros Frei Damião e Geli de Sá Barreto começaram como os mais violentos com, individualmente, 20% da matança em Juazeiro.
O mês de janeiro fez o ano começar menos violento. Em 2025, eram quatro homicídios contra dez este ano ou seis a menos representando um acréscimo de 150% na violência. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:
Dia 01 – Patrícia Silva dos Santos, de 46 anos, que residia na Travessa Santa Inês (Pio XII) e trabalhava como diarista, foi morta a golpes de faca quando seguia para casa num crime praticado por um homem perto de academia na Rua Machado de Assis (Juvêncio Santana). Ela respondia único procedimento por ameaça contra uma mulher (2024) e já tinha sido vítima de violência doméstica três vezes com diferentes acusados.
Dia 02 – Cícero Alexsandro Costa de Souza, de 35 anos, que residia na Rua Hildegarda Barbosa (Bairro Cajuína São Geraldo) morreu no HRC quatro horas após ser alvejado a tiros. Ele trabalhava na empresa Vale Norte e podava uma árvore na Rua Manoel Pires em frente à Câmara Municipal no bairro José Geraldo da Cruz e não respondia procedimentos criminais.
Dia 02 – Erinaldo Gonçalves Pereira, de 50 anos, o “Naldo Gambá” que residia na Rua Manoel Alves Tavares – Dudu (Frei Damião), foi morto a tiros na cabeça e tórax na calçada de casa. Ele já trabalhou como açougueiro, professor de escolinha de futebol e o crime foi praticado por dois homens numa motoneta. O mesmo respondeu por receptação ao ser preso em 2020, no bairro São José, com moto furtada meses antes no Santa Tereza.
Dia 08 – David Leonardo dos Santos Moura, de 16 anos, que residia na Rua Nossa Senhora de Lourdes (Franciscanos), foi morto a tiros na Rua Formosa (Pio XII). Ele trabalhava como flanelinha e não tinha passagens pela polícia.
Dia 09 – Leonardo Ribeiro de Oliveira, de 29 anos, o “Léo Gago” que residia na Rua Pio IX (Salesianos), foi morto a tiros no cruzamento das ruas Rua Pedro Henrique de Souza e José Adálio dos Santos (Bairro Leandro Bezerra). No seu bolso, a polícia encontrou cocaína, maconha e ele respondia procedimento por crime de trânsito.
Dia 09 – Carlos José da Silva, de 29 anos, o “Floresta” que residia na Rua Manoel Barreto (Pedrinhas), foi morto a tiros perto de sua casa por dois homens numa moto. Ele respondia por posse de armas de fogo e tráfico de drogas, sendo que a última prisão tinha ocorrido dia 6 de novembro com dois revólveres, pistola calibre 765, espingarda e munições.
Dia 12 – Marcelo dos Santos Silva, de 40 anos, que residia na Rua Manoel Piraca de Souza perto da Capela de São Sebastião no bairro Professora Gely de Sá Barreto e era carroceiro, foi morto com um tiro na porta de casa num provável erro de execução. Supostamente, o homem marcado para morrer seria o seu enteado de 16 anos que se desentendera com um comparsa apelidado por “Bill” após o roubo de uma moto e já vinha ameaçando-o.
Dia 15 – Cícero Alex Oliveira da Silva, de 29 anos, que residia na Avenida José Sobreira da Cruz no centro de Missão Velha, foi morto a tiros na Rua Francisco Domingos da Silva (Frei Damião) por dois homens numa moto. Ele não respondia procedimentos criminais e estava sentado numa cadeira.
Dia 22 – João Victor Cavalcante Araújo, de 17 anos, que residia na Rua José Iramar de Macedo (Bairro Professora Geli de Sá Barreto) e era reciclador, foi morto com vários tiros. A vítima era usuária de drogas e o crime aconteceu na Rua Leonardo Morais naquele bairro.
Dia 22 – Edgar Gomes da Silva, de 19 anos, que residia na Rua Joaquim Alexandre Sousa (Frei Damião), foi morto a tiros na Rua Josias Inojosa de Oliveira na área do Sítio Santa Rosa perto do Distrito Industrial do Cariri. Ele tinha sido preso em novembro numa moto roubada com um revólver calibre 32 municiado, boa quantidade de drogas, balança de precisão e usava tornozeleira eletrônica.