Ângela Rolim, fisioterapeuta intensivista do Hospital Santo Antônio, em Barbalha. Foto: Guto Vital / Portal M1.
O mês de fevereiro é marcado por campanhas de conscientização sobre diversas doenças, como Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia. O Portal Miséria/M1 conversou com a fisioterapeuta intensivista Ângela Rolim, do Hospital Santo Antônio, em Barbalha, que destacou os principais cuidados que devem ser adotados no acompanhamento de pacientes com Alzheimer.
A Doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.
“Infelizmente, não tem cura para a doença. Há como a gente prevenir o curso da doença, há como a gente melhorar a qualidade de vida desse paciente e fazê-lo viver mais e com maior qualidade de vida”, explica a profissional.
Entre os métodos utilizados para proporcionar maior bem-estar estão modificações no ambiente, como adaptação de calçados e a instalação de pisos antiderrapantes, banheiros com corrimãos e retirada de tapetes. “A gente enfatiza a questão de exercícios de equilíbrio, de força muscular, estimula a caminhada”, acrescenta Ângela.
Fases
Ainda, conforme a fisioterapeuta, o Alzheimer costuma evoluir para vários estágios de forma lenta e inexorável, indo do estágio 1 ao 4 — da forma inicial com alterações na memória, personalidade e habilidades visuais até a terminal, com restrição ao leito, mutismo, dor à deglutição e infecções intercorrentes.
“Então, o cuidado que a gente tem com esses pacientes é muito grande e a família orientada vai nos ajudar sobre a maneira na qualidade de vida, numa maior sobrevida desses pacientes”, destacou.
Apesar de não possuir uma prevenção específica, a especialista orienta que manter hábitos de vida saudáveis é a melhor forma de inibir manifestações da doença.