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Seca de 1915 e profetas da chuva inspiram enredo da Escola Pimpolhos da Nação, em Juazeiro do Norte
O enredo deste ano se inspira na grande seca de 1915, um dos eventos climáticos mais desoladores do Nordeste, e propõe uma homenagem aos profetas da chuva e a chegada das águas ao sertão.
Bruna Santos
Grêmio Recreativo Escola de Samba Pimpolhos da Nação
Integrantes da Grêmio Recreativo Escola de Samba Pimpolhos da Nação em preparação para o desfile. Foto: Guto Vital / Portal M1.

O clima carnavalesco já começa a tomar as ruas do Cariri. Em Juazeiro do Norte, as escolas de samba estão na reta final dos preparativos para levar alegria, gingado e cor para os desfiles que acontecem durante o FesteJuá, de 14 a 17 de fevereiro. Uma delas, é o Grêmio Recreativo Escola de Samba Pimpolhos da Nação, que neste ano levará para as ruas o tema ‘profecia’.

O enredo se inspira na grande seca de 1915, um dos eventos climáticos mais desoladores do Nordeste. Ao Portal M1/Miséria, o diretor-presidente da Pimpolhos da Nação, Jonhe Barros, explicou a escolha do mote e a ligação da crônica narrativa em homenagem aos profetas da chuva e a chegada das águas ao sertão.

Vamos falar sobre os profetas da chuva, como antigamente as pessoas conseguiam saber se ia ter chuva, se ia ser bom de chuva, se ia ser bom para as plantações, para sobreviver no sertão”, disse.

O desfile promete ser grande: com seis alas, comissão de frente, mestre-sala, porta-bandeira, rainha, bateria, 40 ritmistas, dois carros alegóricos e um tripé. O trabalho é feito com muitas mãos, entre elas de carnavalescos, aderecistas, sapateiros, chapeleiros e demais integrantes que auxiliam na montagem. 

Segundo Jhone, levar toda a riqueza cultural para as vias é um trabalho árduo e envolve sustentabilidade. “A gente desmonta algumas coisas, transforma em outras, até porque o fomento do carnaval, seja municipal, estadual e federal, ele ainda é pouco para a nossa região do Nordeste”, afirma.

 

Acompanhe a entrevista completa:

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