Ex-governador Ciro Gomes | Foto: Mário Miranda/Amcham/Divulgação
O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), sinalizou que não apoiará nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição, nem o indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição presidencial deste ano. A declaração ocorre apesar da recente aproximação política com o PL e do fato de Ciro já ter ocupado ministério nos governos petistas.
Em mais de uma ocasião, o ex-governador tem manifestado preferência pelo nome do ex-deputado federal Aldo Rebelo, atualmente filiado à Democracia Cristã (DC). A posição foi reiterada durante encontro recente com dirigentes da legenda, quando Ciro o classificou como “uma alternativa de um estadista” para o país.
“Eu não sei o que o meu partido vai fazer, mas eu posso dar o testemunho de uma amizade fraterna, de mais de 30 anos, que é esse estadista que o Brasil construiu, que se chama Aldo Rebelo”, declarou.
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Ciro já havia citado o nome de Aldo no início de fevereiro, durante evento da oposição realizado em Juazeiro do Norte. Na ocasião, ao defender que o debate estadual não fosse contaminado pela polarização nacional, ele voltou a se posicionar de forma crítica à disputa entre lulistas e bolsonaristas.
“É Lula ou Bolsonaro. Aí a gente entra pelo cano. Nós temos que trazer essa eleição para cá [Ceará]. Quem quiser vota no presidente A, no presidente B. Ele [apontando para Alcides Fernandes] gosta do Bolsonaro, outro gosta do Lula, perfeitamente. Eu gosto mesmo é do Aldo Rebelo”, afirmou.
A pré-candidatura de Aldo Rebelo à Presidência da República foi oficializada pela Democracia Cristã no dia 31 de janeiro. O ex-deputado federal e ex-ministro filiou-se à sigla no ano passado, após o afastamento do ex-presidente do partido, José Maria Eymael, e passou a ser apontado como o nome da legenda para a corrida ao Palácio do Planalto.