Pedro Lobo e o prefeito André Barreto | Foto: Reprodução
Após anunciar sua saída do PT, o suplente de deputado estadual Pedro Lobo confirmou que passará a integrar a oposição ao prefeito do Crato, André Barreto (PT), a quem apoiou nas eleições municipais de 2024. Em entrevista exclusiva ao portal M1/Miséria, o agora ex-petista afirmou nesta terça-feira (24) que a decisão é consequência de uma série de desgastes internos no partido e divergências com a atual gestão municipal.
Na entrevista, Pedro Lobo apontou três principais motivos para a mudança de posição política. O primeiro foi a disputa interna no PT municipal. Segundo ele, o grupo ligado ao prefeito lançou candidatura própria na eleição interna do partido para derrotar a chapa que era apoiada pelo deputado, até então responsável pelo comando da sigla no município. “Todos se juntaram para derrotar a nossa chapa. Aí começou o desgaste”, afirmou.
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O segundo ponto citado foi a exoneração de aliados seus que ocupavam cargos comissionados na Prefeitura do Crato. De acordo com o parlamentar, pessoas que participaram ativamente da campanha eleitoral teriam sido afastadas da gestão. “A gestão começou a perseguir os companheiros do Partido dos Trabalhadores, a demitir e exonerar os que eram ligados a mim aqui no município do Crato”, disse.
O suplente ainda mencionou sua suspensão do partido após o episódio em que foi acusado de importunação sexual no Aeroporto de Juazeiro do Norte, caso que ele nega e afirma estar sendo esclarecido na Justiça. Para o suplente de deputado, houve “pré-julgamento” dentro da legenda.
“De tudo o que aconteceu, não nos resta outra situação a não ser sermos oposição por tudo o que está acontecendo. Primeiro, por não concordarmos com como foi construído esse processo. Segundo, por não concordarmos com a forma como está sendo feita a gestão do município do Crato”, declarou.
Da base para a oposição
O parlamentar argumentou que permanecer no PT enquanto adotava postura crítica à gestão municipal seria incoerente. Ele afirmou ainda que a desfiliação já vinha sendo planejada e que aguardava o período da janela partidária, que se inicia em março, para formalizar sua saída e buscar uma nova legenda. Até o momento, o deputado não informou a qual partido pretende se filiar.
“Ficava meio que também sem lógica, como se diz, ficava sem nexo. Como é que eu sou oposição dentro do meu partido a um prefeito que eu faço parte da gestão? Esse também é um dos motivos que contribuiu significativamente para que a gente pudesse deixar a sigla partidária”, questionou.
Assista a entrevista completa:
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