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Campanha solidária busca ajudar Mestra Maria de Tiê a reparar danos de incêndio que atingiu área externa de seu espaço cultural
Após o ocorrido, a comunidade tem se mobilizado na construção de uma campanha solidária para auxiliar no reparo dos danos e possibilitar a atuação da Mestra na preservação dos saberes quilombolas.
Bruna Santos
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Mestra Tiê mantém viva a Dança do Coco e o Maneiro-Pau na Comunidade Quilombola dos Souza . | Foto: Reprodução / Mapa Cultural do Ceará.

A área externa do Museu Orgânico Terreiro Cultural da Mestra Maria de Tiê, localizado no Quilombo dos Souza, em Porteiras, foi atingida recentemente por um incêndio que provocou prejuízos materiais. As chamas destruíram diversos bens, entre eles o veículo utilizado pela guardiã da cultura para se deslocar até as apresentações, sua principal fonte de renda.

Após o ocorrido, a comunidade tem se mobilizado na construção de uma campanha solidária para auxiliar no reparo dos danos e possibilitar a atuação da Mestra na preservação dos saberes quilombolas. As doações estão sendo feitas via Pix, por meio da chave 00089954351 (CPF), no nome de Maria Josefa da Conceição.

Carro após ser consumido pelas chamas em incêndio que atingiu a área externa do Museu Orgânico Terreiro Cultural da Mestre Maria de Tiê, localizado no Quilombo dos Souza, em Porteiras

Veículo era utilizado para a locomoção da Mestra durante suas apresentações. Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Este não é apenas um prejuízo individual, mas uma perda que atinge a memória, a tradição e o patrimônio cultural do nosso povo“, escreveu o Núcleo de Estudos em Educação, História, Diversidade, Raça, Etnia e Movimentos Sociais.

Sobre Mestra Tiê

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Mestra Maria do Tiê. Foto: Reprodução / Mapa Cultural do Ceará.

Considerada um Tesouro Vivo do Ceará desde 2019, Mestra Tiê mantém viva a Dança do Coco e o Maneiro-Pau na Comunidade Quilombola dos Souza — reconhecida pela Fundação Palmares em 2005 e fruto de uma história de resistência que remonta ao século XVI. O território, que hoje abriga mais de 300 famílias, foi fundado por Raimundo Valentim de Sousa, conhecido como Raimundo Preto.

Nascida em 1958, na cidade de Porteiras, Tiê assumiu o protagonismo na representação e na luta pela valorização dos saberes de seu povo. Durante sua trajetória, foi reconhecida com o Prêmio Mestre Lucindo do Edital Sérgio Mamberti e o Prêmio Expressões Culturais Afro-Brasileiras do Ceará.

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