Foto: Rayan Nicácio/ Prefeitura de Lucas do Rio Verde
Após o pedido do Ministério Público do Ceará (MPCE) por reforço na proteção a uma família que teria sido expulsa de casa em Juazeiro do Norte, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) negou na semana passada a ocorrência de deslocamento forçado nos dois casos recentes divulgados nas redes sociais no município. Em nota, a pasta detalha as ações adotadas para combater esse tipo de crime na cidade.
Segundo a secretaria, em um dos casos, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco Sul) instaurou investigação, em julho de 2025, para apurar denúncia de pichação em um imóvel no bairro Frei Damião. Após diligências, oitivas e levantamentos de inteligência, foi constatado que não houve expulsão de moradores. O inquérito foi encaminhado à Justiça com pedido de arquivamento, que foi deferido pelo Judiciário.
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No outro caso, equipes do Comando de Prevenção e Apoio às Comunidades (Copac) e de unidades de inteligência realizaram diligências em um imóvel localizado em um residencial popular no bairro Monsenhor Murilo, que apresenta marcas antigas de disparos de arma de fogo no portão. Conforme os levantamentos policiais, não há informações sobre deslocamento de família do local, e o imóvel não apresenta sinais aparentes de arrombamento ou violação.
“A prática, registrada em vários estados do país e que é parte da forma de atuação de grupos criminosos quando há acirramento entre eles, vem sendo combatida no Ceará a partir de mapeamento, monitoramento e prisões de suspeitos”, destaca a SSPDS.
De julho de 2025 até o momento, a SSPDS informou que as Forças de Segurança do Estado realizaram 73 capturas, em flagrante ou por cumprimento de mandado de prisão, relacionadas a crimes de deslocamento forçado. Além das prisões, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão.