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Defesa de Tota Lobo e Antônio de Mano se manifesta após operação que apura suposta corrupção na coleta de lixo do Crato: “confiam na Justiça”
Em nota, a defesa técnica afirmou que ambos os investigados confiam na Justiça e estão tranquilos sobre suas condutas enquanto estiveram à frente de cargos públicos na administração municipal.
Bruna Santos
Carros da PCCE em frente a prefeitura do Crato durante operação que apura corrupção no serviço de coleta de lixo na cidade do Crato.
O processo tramita em segredo de justiça. | Foto: Reprodução / MPCE.

A defesa do vereador Tota Lobo (PT) e do ex-vereador Antônio de Mano, presos provisoriamente na última quarta-feira (4) durante a operação  Peso de Ouro do Ministério Público do Ceará (MPCE), que apura a suspeita de corrupção no serviço de coleta de lixo na cidade do Crato, manifestou-se afirmando que ambos os investigados confiam na Justiça e estão tranquilos sobre suas condutas enquanto estiveram à frente de cargos públicos na administração municipal.

A nota, assinada pelo advogado Luciano Daniel, argumenta que as prisões decretadas são cautelares, para fins investigativos e não significam condenação da prática de ilícitos. “Não há qualquer comprovação, ao contrário do que fora amplamente divulgado, de desvios de recursos públicos ou qualquer outro ato ímprobo praticado, cuja demonstração, como ressaltado, serão devidamente apresentadas no devido momento processual”, diz.

O jurídico dos investigados também disse repudiar qualquer tipo de exploração política dos procedimentos. “Além da inexistência de sentenças definitivas, não há qualquer ato de ilegalidade, encarando referida demanda como todas as outras que tramitam no Poder Judiciário em desfavor dos agentes que exercem cargos públicos”, declarou.

Operação Peso de Ouro

Dez pessoas são investigadas na operação  Peso de Ouro, deflagrada em 4 de março deste ano. A ação prendeu quatro alvos, entre eles Tota Lobo, Antônio de Mano e o empresário Alfredo Alencar.

O processo tramita em segredo de justiça. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em órgãos públicos, empresas e residências nas cidades do Crato e Juazeiro do Norte. De acordo com o MP, entre o material recolhido estão documentos, celulares e computadores, que serão analisados para elucidar o caso. 

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A suspeita é de que a gestão pagava à empresa contratada para o serviço por tonelada de lixo recolhido. No entanto, a pesagem dos resíduos coletados não era realizada. Se comprovado as irregularidades, os suspeitos podem responder por crimes de peculato, fraude a contrato, falsidade ideológica e associação criminosa. 

Dez pessoas são investigadas em operação que apura corrupção em contrato de limpeza urbana no Crato

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