Hospital Estephânia Rocha Lima, em Juazeiro do Norte. | Foto: Reprodução.
O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), anunciou na última terça-feira (10), R$ 4,3 milhões de reais, oriundos de emenda parlamentar, para a reforma do prédio do antigo Hospital Estephânia Rocha Lima. Hoje, parte dos serviços de saúde que eram ofertados no equipamento foram transferidos para outros espaços, a exemplo do atendimento pediátrico que agora funciona no Hospital Infantil Maria Amélia.
A reforma do prédio tem sido, há meses, motivo de embate entre a gestão municipal e a oposição. Em dezembro de 2025, o governador Elmano de Freitas (PT) chegou a dizer que Glêdson foi o único prefeito do Ceará a fechar um hospital. A declaração foi rebatida por Bezerra dias depois, onde alegou que a reabertura do Estephânia dependia do pagamento de repasses referentes a convênios entre o Estado e a Prefeitura.
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Segundo Bezerra, o governo estadual deve mais de R$ 14 milhões ao município. O tema também chega com frequência aos debates na Câmara de Vereadores de Juazeiro do Norte. Durante as sessões, alguns parlamentares defenderam a reabertura e a reforma da unidade de saúde para que se torne um Hospital Municipal, ampliando a cobertura de saúde além das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
No registro, ao lado do deputado federal André Fernandes (PL) e do deputado estadual Alcides Fernandes (PL), Glêdson agradeceu a destinação dos recursos. “Agradeço em especial ao deputado Alcides Fernandes, que quando esteve aqui com a gente no mês passado por ocasião de um evento, se sensibilizou com tudo que nós estamos vivenciando neste município”, disse.
Planos
De acordo com a Secretaria de Saúde da cidade, o plano de reforma e implantação do Hospital Municipal prevê, inicialmente, a oferta de atendimento de urgência e emergência, sala de estabilização e leitos de retaguarda cirúrgica.
Destaca-se que desde a sua fundação, em 1992, o Hospital Estephânia Rocha Lima não teve seus serviços habilitados pelo Ministério da Saúde, por não atender aos critérios de infraestrutura exigidos. Ao longo das décadas, funcionou sem capacidade para cirurgias. Em 2001, passou a ser denominado Hospital Regional Governador Tasso Ribeiro Jereissati, atuando como ambulatório de pediatria e unidade de urgência e emergência.
Em 2014, com a inauguração da UPA do Limoeiro, deixou de realizar esses atendimentos, mantendo apenas 14 leitos de retaguarda. Em 2018, o hospital passou a funcionar como unidade de contingência para receber provisoriamente os serviços do Hospital Infantil Maria Amélia, que havia sido fechado para reforma. Essa situação se manteve por sete anos, até a reinauguração da unidade em 2024.
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