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Comunidades quilombolas de Salitre recebem Projeto VER-SUS com foco na intersetorialidade da saúde
A iniciativa tem o objetivo de contribuir para a formação crítica e ética de estudantes e profissionais da área da saúde, a partir da imersão nos territórios e nas práticas do SUS.
Redação M1
Participantes do Projeto VER-SUS no Cariri
Participantes do Projeto VER-SUS no Cariri. | Foto: Divulgação.

As comunidades quilombolas do Sítio Lagoa dos Crioulos e da Serra dos Nogueiras, em Salitre, receberam no início de março as atividades do Projeto VER-SUS – edição Cariri (Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde), desenvolvido pela Associação Rede Unida em parceria com outros órgãos. A iniciativa tem o objetivo de contribuir para a formação crítica e ética de estudantes e profissionais da área da saúde, a partir da imersão nos territórios e nas práticas do SUS.

Cerca de 30 estudantes de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e Serviço Social, visitaram as comunidades quilombolas para ampliar a visão sobre o conceito de saúde e sua relação com questões de gênero, raça, sexualidade, cultura, entre outras temáticas. 

De acordo com Alissan Martins, representante do VER-SUS Cariri, o momento foi importante para pautar a intersetorialidade. “Em que a cultura, a assistência, a saúde e a educação, elas vão estar vinculadas, tentando pensar propostas que respeitem a saúde e, dentro disso, a cultura e a identidade do povo quilombola”, disse.

Apresentação artística durante a realização do Projeto VER-SUS, em Salitre.

Apresentação artística durante a realização do Projeto VER-SUS, em Salitre. | Foto: Divulgação.

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Na região, as atividades são voltadas aos territórios de campo, águas e florestas e aos povos tradicionais. A programação inclui rodas de conversa, visitas aos equipamentos sociais comunitários, visitas técnicas em serviço, oficinas grupais mediadas pelos facilitadores, plenárias de debates, palestras, mesa redonda e painel integrado de saberes.

Para Vitória Oliveira, coordenadora da Atenção Primária de Salitre, o dia de imersão é um avanço para o SUS. Esse momento foi muito importante, pois os estudantes, como residentes, mestrandos e professores, conheceram um pouquinho do que é o SUS dentro da comunidade quilombola, valorizando essa cultura e também o SUS de maneira geral”, apontou.

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