Marcelio é acusado de tramar a explosão do estabelecimento comercial e matar a ex-companheira no Juazeiro
O juiz de direito João Pimentel Brito decidiu manter preso o empresário Antonio Marcelio Rocha de Lima, de 47 anos, levado na tarde desta terça-feira à audiência de custódia. Contra ele, policiais civis da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Juazeiro cumpriram Mandado de Prisão Preventiva por regressão cautelar ao descumprir normas quando violou a tornozeleira eletrônica. A ordem judicial foi expedida pela juíza Carliete Roque Gonçalves Palácio, titulada 1ª Vara Criminal de Juazeiro.
O empresário reside no Distrito de Santa Fé em Crato, mas foi localizado e preso às 17 horas no Juazeiro, sendo levado à presença da delegada Vanessa Sousa Lomonaco. O mesmo é dono da empresa Crajubar Gases que funciona no Crato e, no dia 26 de fevereiro de 2025, passou a ser investigado por uma trama com o objetivo de matar sua ex-companheira de 31 anos. Naquela data, enviou tubos de oxigênio para serem envazados na empresa da ex-esposa no bairro São José em Juazeiro.
De acordo com a denúncia feita pelo Promotor de Justiça, Leonardo Marinho de Carvalho Chaves, o atentado feminicida se daria com o emprego de elemento explosivo o que seria um perigo comum a todos os empregados da Líder Gás. A empresa juazeirense atua no mercado caririense com a venda e o envasamento de gás para ser introduzido em cilindros de oxigênio destinado a hospitais da região. Trata-se da mesma atividade de Marcelio em Crato.
Segundo a denúncia do Ministério Público, ele não teria meios para envasar e tratou de recorrer ao serviço na empresa da sua ex-companheira para o serviço de envasamento para onde enviou dez cilindros. Todavia, um funcionário notou a existência de óleo diesel num deles o que poderia ter causado uma enorme explosão caso a situação não tivesse disso percebida. Nas investigações feitas por policiais da DDM em Juazeiro foi descoberta a intenção de Marcelio matar sua ex-companheira.
