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Bar Caldeira do Inferno, em Brejo Santo, anuncia fim das atividades após 66 anos
O encerramento das atividades ocorre por questões de saúde e limitações do proprietário Francisco Gomes Feijó, conhecido como Chico de Sinésio.
Rogério Brito
O bar Caldeira do Inferno foi fundado em 16 de junho de 1960, na Praça Dionísio Rocha de Lucena, em Brejo Santo | Foto: David Lima
O bar Caldeira do Inferno foi fundado em 16 de junho de 1960, na Praça Dionísio Rocha de Lucena, em Brejo Santo | Foto: David Lima

O tradicional bar Caldeira do Inferno, localizado em Brejo Santo, no Cariri, anunciou o encerramento de suas atividades nesta sexta-feira (10), após 66 anos de funcionamento. O estabelecimento foi fundado em 16 de junho de 1960, na Praça Dionísio Rocha de Lucena, no Centro da cidade.

“Encerramos as atividades com o coração cheio de gratidão. Obrigado a cada amigo que dividiu um brinde, uma história e uma vida conosco no balcão mais tradicional da cidade. A Caldeira não se apaga; ela se torna memória eterna!”, informou o bar por meio de suas redes sociais.

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A história do bar está ligada ao seu fundador, Francisco Gomes Feijó, conhecido como Chico de Sinésio. No início, o espaço funcionava na mesma estrutura da barbearia de seu pai, Sinésio Gomes, e levava o nome de “Ponto Chique”. Em 1970, por sugestão dos próprios clientes, passou a se chamar Caldeira do Inferno.

De acordo com o filho de Sinésio, Pedro George, o encerramento das atividades ocorre por questões de saúde e limitações do pai. Ele informou, no entanto, que Chico está bem e segue em casa, sob os cuidados da família.

Clientes lamentam

O encerramento do bar gerou forte comoção entre frequentadores antigos, que ressaltaram o valor afetivo do espaço. Um dos clientes relembrou que foi no ambiente da Caldeira do Inferno que tomou conhecimento de dois concursos públicos — da Coelce e da Caixa Econômica Federal — nos quais acabou sendo aprovado.

“Apesar do final da minha vida de boêmio e de carnavalesco, bate em meu coração uma grande tristeza e, com certeza, ficará uma eterna saudade. Chico de Sinésio, além de amigo, fez parte da minha vida. Foi andando na Caldeira que eu tomei conhecimento dos concursos da Coelce e da CEF. Fiz e passei nos dois”, relatou.

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