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Motoristas e entregadores de app fecham rotatória em Juazeiro do Norte em protesto contra a PLP 152
A mobilização foi organizada contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152, que trata da regulamentação da categoria.
Rogério Brito
os participantes chegaram a bloquear o trânsito em uma das alças da rotatória.
Os manifestantes chegaram a bloquear o trânsito em uma das alças da rotatória | Foto: Reprodução

Motoristas e entregadores de aplicativos realizaram um protesto na manhã desta terça-feira (14), na Praça do Giradouro, em Juazeiro do Norte. A mobilização foi organizada contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 152, que trata da regulamentação da categoria.

Segundo os manifestantes, a proposta beneficia principalmente as plataformas digitais, em detrimento dos trabalhadores. Durante o ato, os participantes chegaram a bloquear o trânsito em uma das alças da rotatória.

A manifestação durou menos de 30 minutos. Uma viatura da Polícia Militar esteve no local para acompanhar a movimentação, mas não houve registro de confronto entre manifestantes e policiais.

PLP 152

A primeira votação do PLP 152 estava prevista para esta terça-feira (14), mas o projeto foi retirado da pauta. O pedido foi feito pelo então líder do governo na Câmara, José Guimarães, ainda na noite de segunda-feira (13), antes de deixar o cargo para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

De acordo com representantes da categoria, o texto do projeto traz pontos considerados prejudiciais aos trabalhadores. O presidente da Associação de Aplicativos e Autônomos do Brasil, Edgar Francisco, criticou a proposta. Para ele, a proposta ameaça os trabalhadores de aplicativos e dá mais poder às empresas.

“O PLP 152/25 ameaça os trabalhadores de aplicativos ao dar mais poder às empresas para reduzir o valor das corridas e impor regras sem aumento de ganhos. Além disso, transfere para entregadores e motoristas o desconto da Previdência, que deveria ser responsabilidade das plataformas. Na prática, quem depende desse trabalho terá que trabalhar mais horas para receber menos, ficando cada vez mais explorado e sem proteção real. Ou seja, os ganhos que hoje já são ruins vão ficar mais baixos”, afirmou.

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