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Monitor de Secas aponta melhor situação da seca no Ceará desde julho de 2014
Monitor de Secas aponta melhor situação da seca no Ceará desde julho de 2014
Entre fevereiro e março, o território cearense registrou o fim das áreas com seca moderada e seca fraca, segundo a ANA (Divulgação)

Com as chuvas do mês de março, o Ceará registrou o fim das áreas com “seca moderada” e a redução do fenômeno, em comparação a fevereiro, segundo o Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas (ANA). Esta é a melhor situação verificada no estado desde a publicação do primeiro mapa do Monitor, em julho de 2014. Os totais mensais de chuvas variaram de normal a acima da normalidade em quase todo o território.

Em março, segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o acúmulo médio das chuvas foi de 277,2 milímetros no Ceará. Isso representa 36,3% acima da média para o mesmo período: 203,4 milímetros. Apenas as macrorregiões do Litoral do Pecém e Maciço do Baturité houve precipitações abaixo do acúmulo normal, no mês passado, com 4,6% e 0,2%, respectivamente.

Esta condição com predomínio de chuvas acima da média, somado à melhora nos indicadores de curto e longo prazo, contribuíram para a redução da severidade da seca, que agora apresenta somente a condição de seca fraca, com impactos de longo prazo, no Ceará. Além de ter deixado de registrar áreas com seca moderada, o Ceará teve uma redução na área total com o fenômeno.

O Monitor

Coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), com o apoio da Funceme, o Monitor das Secas foi desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 12 estados a cada mês vencido.

Esta ferramenta realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores de seca e nos impactos causados pelo fenômeno em curto e/ou longo prazos. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes nos últimos 1 a 6 meses. Para secas acima de 12 meses, os impactos são de longo prazo.

O Monitor de Secas foi concebido com base o no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação do mapa final. A metodologia utilizada no processo faz com que o mapa do Monitor indique uma seca relativa, ou seja, as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.

Fonte: Diário do Nordeste

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