Alexandre foi morto com um tiro em Nova Olinda, “Dona Meiota” por asfixia em Lavras da Mangabeira e Rildo em consequência de descarga elétrica em Crato (Reprodução)
Caiu de sete para quatro o número de mortes violentas na comparação entre os dois últimos finais de semana na região do Cariri, lembrando o último como um feriadão consagrado ao trabalhador. Neste, foram três homicídios e uma vítima de descarga elétrica com dois corpos de Crato e outros dois de Lavras da Mangabeira e Nova Olinda. Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, duas mortes aconteceram na sexta-feira e outras duas no sábado.
Por volta das 9 horas de sexta-feira (01) o cadáver de um homem foi encontrado no Sítio Santa Rosa na zona rural de Crato. O mesmo apresentava marcas de violência e segue sem identificação na Perícia Forense de Juazeiro. Existem informações que familiares ali tinham comparecido, mas a confirmação da identificação da vítima só se dará por meio de exame de DNA. Foi o primeiro homicídio do mês de maio em Crato e o 20º do ano no município ou 87% em relação aos 23 assassinatos no decorrer do ano passado.
Às 13h30min o corpo da aposentada Luzia Antonia Bezerra, de 79 anos, a “Meiota”, foi encontrado dentro de sua casa no Distrito de Quitaius em Lavras da Mangabeira. Ela foi morta por asfixia durante a madrugada pela travesti e usuária de drogas Cícero Emanuel Batista Alves, de 24 anos, a “Manu”, para roubar o dinheiro da idosa. A casa estava revirada e o pai da acusada contou o fato para a polícia quando “Manu” se apresentou e ficou presa. A travesti disse que não foi sua intenção matar e sequer imaginou que tivesse morrido.
Já às 11h30min de sábado o soldador Antonio Rildo Nascimento, de 51 anos de idade, que residia na Rua Hermenegildo Firmeza (Bairro Centro) em Crato, morreu após sofrer um choque elétrico. O fato aconteceu quando trabalhava na sua Oficina Solda e Elétrica na Rua Cursino Belém no centro e ali recebeu a descarga. O mesmo ainda terminou socorrido às pressas por colegas de trabalho ao Hospital São Camilo, mas não resistiu.
Uma hora e meia depois Francisco Alexandre Salviano, de 37 anos, foi morto com um tiro no queixo. Ele residia no bairro Nossa Senhora de Fátima conhecido ainda por Mussambê onde tudo aconteceu e o autor do crime foi o ex-presidiário e mototaxista apelidado por “Cícero Gordão” que fugiu na sua moto. Os dois não se entendiam e Alexandre já tinha tentado matar Cícero certa vez. A vítima teria empunhado armas brancas e ido ao encontro do mototaxista quando houve nova discussão na calçada de Cícero que sacou um revólver e efetuou o disparo fatal.
