O parlamentar Paulo Melo é ex-presidente da Alerj e já havia sido preso em uma etapa anterior da Lava Jato (Agência Brasil)
A Polícia Federal (PF) prendeu no Rio de Janeiro o ex-deputado estadual Paulo Melo e o empresário Mário Peixoto, dono de fornecedoras dos governos estadual e federal, na manhã desta quinta-feira (14), durante mais uma etapa da Lava Jato no Estado.
Os dois começaram a ser investigados, após surgirem indícios de fraude nas compras para hospitais de campanha dedicados ao atendimento de pacientes com Covid-19 no Rio. As informações são do portal de notícias G1.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo do qual faziam parte teria realizado o pagamento de vantagens indevidas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), deputados estaduais e outros agentes públicos.
A partir de interceptações autorizadas pela Justiça, as investigações indicaram que pessoas ligadas a Peixoto trocaram informações sobre compras e aquisições dos hospitais de campanha que tratam de pacientes com Covid-19 no Rio de Janeiro.
Paulo Melo foi presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e já tinha sido preso em uma etapa anterior da força-tarefa por corrupção passiva e organização criminosa.
Ele foi condenado a 12 anos e 10 meses de prisão em março de 2019 e ficou preso até março deste ano, quando deixou a cadeia para cumprir prisão domiciliar.
Já o empresário Mário Peixoto, preso em Angra dos Reis, é proprietário de empresas que fecharam diversos contratos com os governos estadual e federal, desde a gestão de Sérgio Cabral.
De acordo com a PF, o grupo ligado a Peixoto “vem há pelo menos 10 anos se destacando como um dos principais fornecedores de mão de obra terceirizada para o governo do RJ”.
Operação Favorito
Além de Melo e Peixoto, outras duas pessoas também foram presas durante a Operação Favorito, a partir da qual estão sendo realizados 42 mandados de busca e apreensão. Um quinto suspeito está sendo procurando. As equipes da PF estão no Rio de Janeiro e ainda em endereços de Minas Gerais.
Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, “em razão dos indícios da prática dos crimes de lavagem de capital, organização criminosa, corrupção, peculato e evasão de divisas”.
Fonte: Diário do Nordeste
