Jair Bolsonaro: presidente justificou a decisão afirmando que "estamos em guerra" (Isac Nóbrega/Agência Brasil)
Pouco depois de o Ministério da Saúde divulgar novo protocolo para tratamento de pacientes com Covid-19, autorizando a prescrição da cloroquina e hidroxicloroquina em todos os estágios da doença, o presidente Jair Bolsonaro, defensor da mudança, foi às redes sociais no início da tarde desta quarta-feira dizer que “ainda não existe comprovação científica” que embase a medida, mas que os medicamentos estão sendo usados e monitorados no Brasil e no mundo. Ele justificou a decisão afirmando que “estamos em guerra”.
– Ainda não existe comprovação científica, mas sendo monitorada e usada no Brasil e no mundo. Contudo, estamos em Guerra: “Pior do que ser derrotado é a vergonha de não ter lutado.”
– Deus abençoe o nosso Brasil. https://t.co/E0cu23id8g
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 20, 2020
Até então, o ministério só havia autorizado para pacientes em estado grave. Agora, a cloroquina também pode ser indicada para pacientes apenas com sintomas leves de contaminação. O uso do medicamento ficará sob a responsabilidade do médico e precisa ter a concordância do paciente.
“Apesar de serem medicações utilizadas em diversos protocolos e de possuírem atividade in vitro demonstrada contra o coronavírus, ainda não há meta-análises de ensaios clínicos multicêntricos, controlados, cegos e randomizados que comprovem o beneficio inequívoco dessas medicações para o tratamento da Covid-19. Assim, fica a critério do médico a prescrição, sendo necessária também a vontade declarada do paciente, conforme modelo anexo”, diz o texto divulgado pela pasta.
O protocolo diz ainda que o “uso das medicações está condicionado à avaliação médica, com realização de anamnese, exame físico e exames complementares, em Unidade de Saúde”.
Fonte: Exame
