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Maio terminou com 14 homicídios em Juazeiro e o ano é 57% mais violento
Maio teve três assassinatos a mais que os 11 do mês de abril representando um aumento de 21,42% nos homicídios em Juazeiro.
Demontier Tenório
Maio terminou com 14 homicídios em Juazeiro e o ano é 57% mais violento
"Zói" e "Dodô" foram assassinados no bairro João Cabral, enquanto Ivan tombou sem vida no Timbaúbas, Jackson no Pio XII, "Dandan" no Pirajá, Thiago no Aeroporto, Maécio no Triângulo e Fernando no bairro Pedrinhas (Reprodução)

Com 14 homicídios em nove diferentes bairros, incluindo quatro mulheres, maio teve três assassinatos a mais que os 11 do mês de abril representando um aumento de 21,42% na matança em Juazeiro. Já na comparação com maio de 2019 são dez homicídios a mais, pois, naquele período, ocorreram quatro assassinatos. Este ano foram oito em janeiro, 23 em fevereiro, 12 em março, 11 em abril e 14 no mês passado.

Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, em maio, os bairros onde houve o registro de homicídios foram João Cabral e Pirajá (com três cada ou 43% do total), Triângulo (02) e os demais no bairro Timbaúbas, Antonio Vieira, Pio XII, Aeroporto, Pedrinhas e Tiradentes. No acumulado do ano o bairro João Cabral lidera como o mais violento com nove homicídios ou 13,2% do número de assassinatos em Juazeiro.

Nos primeiros cinco meses de 2019, eram 39 homicídios em Juazeiro contra 68 este ano ou 29 a mais representando um crescimento na ordem de 57,35% na violência. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em nossa cidade:

Dia 06 – Ivan da Silva dos Santos, de 23 anos, que residia na Rua Arsênio Sobreira (Timbaúbas) em Juazeiro, morreu no HRC após, na noite anterior, ser baleado no cruzamento das ruas Arsênio Sobreira e Rui Barbosa naquele bairro. Ele era testemunha de um homicídio e respondia procedimentos por crimes de trânsito, resistência à prisão e receptação.

Dia 09 – Felipe Oliveira da Silva, de 22 anos, que residia na Rua Farias Brito (João Cabral), foi morto a tiros perto de sua casa por quatro homens em duas motos. Ele tinha deixado a cadeia dias atrás e respondia procedimentos por crimes de receptação e tráfico de drogas.

Dia 10 – Artur Bezerra de Lima, de 37 anos, que residia na Rua Engenheiro José Wálter (Antônio Viera), morreu no HRC. Na noite anterior tinha sido lesionado com cinco tiros no cruzamento das ruas Moacir Gondim Lóssio e José Caetano naquele bairro por dois homens num veículo Chevrolet Onix de cor prata. Ele respondia procedimento por crime de tráfico de drogas.

Dia 10 – Antonio Marcos dos Santos Ventura, de 29 anos, o “Zói” que residia na Rua Nossa Senhora do Carmo (João Cabral) foi morto a tiros por quatro homens em duas motos no cruzamento da Rua Todos os Santos com a Avenida Nossa Senhora Aparecida naquele bairro. Ele respondia procedimentos por crimes de roubo, furto e porte de arma de fogo.

Dia 11 – Jackson Bezerra da Silva, de 17 anos, que residia na Rua Maria Arlete Cruz (Pio XII), foi morto a tiros por dois homens numa moto em frente à capelinha do bairro na Avenida Carlos Cruz com a Rua 7 de Setembro. Ele era envolvido com o tráfico de drogas, roubo, receptação e já tinham tentado mata-lo.

Dia 11 – José Anderson Boaventura Lima, de 27, o “Dandan”, que residia na Rua da Paz (Pirajá) foi baleado dentro de casa enquanto dormia e morreu na UPA Limoeiro num caso de duplo homicídio quando tombou sem vida dentro do imóvel José Davi Celestino da Silva, de 19 anos. Este adentrou a casa e se abrigou no quarto onde estava “Dandan”. O crime foi praticado por três homens que fugiram em duas motos, um Gol de cor vermelha e um deles seria a pessoa apelidada por “Marquim Bocão”

Dia 11 – José Davi Celestino da Silva, de 19 anos, que residia na Rua da Paz (Pirajá), foi a outra vítima do caso do duplo homicídio anterior quando foi morto a tiros dentro de uma casa vizinha onde tentou se refugiar. Este era integrante de facção criminosa.

Dia 14 – Cícero Thiago Camilo da Silva, de 19 anos, que residia no Condomínio Tenente Coelho II do Minha Casa Minha Vida (Aeroporto) foi morto a tiros perto de sua casa. Ele respondia procedimento por crime de trânsito.

Dia 15 – José Maécio da Silva Gomes, de 31 anos, o “Maessim” que residia na Rua Valter Menezes Barbosa (Triângulo) e trabalhava como chapeado foi morto a facadas perto de sua casa. Ele respondia procedimentos por um crime de lesão corporal em abril de 2013 na Rua do Seminário e uma ameaça. Além disso, testemunha de um homicídio à faca naquele mesmo ano no bairro Triângulo.

Dia 20 – Tadeu Ribeiro Duarte, de 36 anos, que residia na Rua Joaquim da Rocha (Romeirão) seguia para casa quando foi morto a tiros por dois homens numa moto quando passava no cruzamento da Rua José de Alencar com a Avenida Castelo Branco (Pirajá) perto da Praça do Mateu. Ele não tinha passagens pela polícia.

Dia 20 – Fernando Leandro da Silva, de 18 anos, o “Galeguinho” que residia na Rua Judite Bezerra da Silva (Pedrinhas), foi morto a tiros na Rua Joaquim Leandro de Sousa na localidade denominada Vila Nova daquele bairro. Ele era suspeito de envolvimento em assaltos.

Dia 24 – Samuel Alencar Costa, de 30 anos, que residia na Rua Perpétua Carneiro da Cunha (João Cabral) e trabalhava como padeiro, foi morto a facadas e o corpo encontrado na Rua Letícia Vasconcelos (Triângulo). Ele respondia por violência doméstica, resistência à prisão, roubo e o assassinato de Daniel Guedes da Silva, de 21 anos, a transexual “Crislaine”, no dia 1º de abril do ano passado, no bairro João Cabral.

Dia 26 – Cícero Jonas Oliveira de Souza, de 24 anos, o “Dodô”, que residia na Rua Pio Norões (João Cabral) foi morto a tiros em frente à sua casa por um homem que se aproximou numa moto e o menor de iniciais I. G. C., de 16 anos, saiu baleado. Ele já tinha sido vítima de um atentado à bala e respondia por crimes de roubo, tráfico de drogas e o assassinato de Damião Marques Leite, de 21 anos, o “Dão”, na Rua Pio Norões (João Cabral) no dia 14 de março de 2020.

Dia 28 – Cícera Amaroto da Silva Velozo, de 38 anos, a “Márcia” que residia na Rua do Ancião (Tiradentes), foi morta a tiros dentro de um carro de aluguel por aplicado quando chegava em casa procedente de um supermercado. O acusado é o seu ex-companheiro Alberlan Rocha Silva, o “Negão da Bros”, que tem várias passagens pela polícia e foi preso em flagrante.

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