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Junho terminou com quatro mulheres mortas no Cariri já superando o ano passado
Os crimes aconteceram em Lavras da Mangabeira, Penaforte e Mauriti.
Demontier Tenório
Junho terminou com quatro mulheres mortas no Cariri já superando o ano passado
Janiele e Ana Paula foram mortas a tiros em Lavras da Mangabeira e Roberta a golpes de faca em Mauriti (Reprodução)

O mês de junho terminou com o registro de quatro mulheres assassinadas na região do Cariri, sendo duas em Lavras da Mangabeira e as demais em Penaforte e Mauriti. Trata-se da mesma quantidade em relação ao mês de maio, mas ampliando o patamar no assassinato de mulheres. É que, na comparação com junho de 2019 foram três a mais, pois, naquele período, apenas uma mulher foi assassinada.

Sendo assim, no primeiro semestre deste ano já são 17 pessoas do sexo feminino mortas no Cariri ou dez a mais que os primeiros seis meses do ano passado representando um aumento considerável de mais que o dobro. Além disso, Juazeiro responde por 47% em relação ao número de assassinatos no Cariri com oito mulheres mortas. Outras cinco foram em Lavras da Mangabeira e as demais em Várzea Alegre, Missão Velha, Penaforte e Mauriti.

No último dia 2 de junho Janiele Sousa Rodrigues, de 25 anos, que residia na Rua Maria Zilda (Bairro Vila Bancária) em Lavras da Mangabeira, seguia para sua casa quando foi executada a tiros. O crime aconteceu na Rua José Gonçalves perto da Secretaria Municipal de Saúde no mesmo bairro, sendo que a mesma era usuária de drogas e tinha separado recentemente do seu companheiro.

No mesmo dia Carla Alakiana Pereira da Silva, de 34 anos, que residia na Rua Monsenhor Alcântara no centro de Penaforte e era garota de programa, foi morta a golpes de faca por Sávio Ferreira Lima, de 58 anos, o “Salvo” dentro da casa dele na Rua Vitória Novais no centro da cidade o qual fugiu. Ele já responde por porte de faca.

Já no dia 19 de junho Ana Paula Rosendo Pereira, de 26 anos, que residia na Rua Senhorinha Férrer (Bairro Boa Vista) em Lavras da Mangabeira, foi morta a tiros enquanto dormia ao lado do seu bebê que não foi atingido. O marido Edigler Jaime dos Santos, de 31 anos, saiu baleado e ela respondia procedimento por crime de tráfico de drogas.

Enquanto isso no dia 27 de junho Roberta Oliveira Barbosa, de 28 anos, que morava na Rua Maria Erimita Sampaio perto do INSS no centro de Mauriti, foi morta a facadas ao reagir a uma tentativa de estupro. O autor foi o gari João Soares Chagas, de 52 anos, que tinha um relacionamento com a mãe dela a qual reside na zona rural de Mauriti. Ele fugiu por um matagal próximo, mas foi preso pouco tempo depois.

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