Urnas eletrônicas (José Cruz/Agência Brasil)
A comissão avaliadora do teste de segurança das urnas eletrônicas usadas nas eleições brasileiras apontou melhorias realizadas em todo o sistema de votação, realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os integrantes reiteram que os aparelhos são seguros para a realização das eleições municipais de 2020.
A Comissão Avaliadora do Teste Público de Segurança (TPS) concluiu, em seu relatório final, que as alterações feitas “atenderam plenamente” à melhoria dos quesitos de segurança identificados por peritos da Polícia Federal (PF) no ano passado.
Segundo o TSE, entre as melhorias estão, por exemplo, eliminação da possibilidade de alteração na versão impressa do boletim de urna (BU) – os investigadores não atingiram votos ou dados dos candidatos, mas conseguiram alterar informações superficiais do boletim, como o cabeçalho; e reestruturação do processo de geração e manipulação de chaves.
Fragilidades
Na última edição do TPS – realizada de 25 a 29 de novembro de 2019, o grupo de investigadores composto por peritos da PF detectou fragilidades e apontou sugestões de aperfeiçoamento na versão 2020 do sistema eletrônico de votação.
Já neste ano, entre 26 e 28 de agosto, o TSE recebeu os investigadores da PF para que verificassem, presencialmente, se as vulnerabilidades por eles identificadas foram corrigidas. Para isso, eles repetiram o plano de ataque feito no ano passado e não conseguiram corromper os sistemas.
Fonte: O Tempo
