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Governo atualiza plano de contingência para combater uma possível segunda onda de Covid-19 no Ceará
O documento foi publicado nesta quarta-feira (9) e traz orientações aos profissionais da saúde e à população sobre como proceder no atual momento.
Governo atualiza plano de contingência para combater uma possível segunda onda de Covid no Ceará
Ceará tem mais de 265 mil casos confirmados de Covid-19 e 9.210 mortes pela doença (José Leomar/SVM)

A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) lançou, nesta quarta-feira (9), uma nova versão do Plano de Contingência de combate à pandemia no Ceará. O documento, intitulado “Plano Estadual de Contingência contra a Doença pelo Coronavírus (Covid-19)”, traz recomendações técnicas para o enfrentamento de uma possível segunda onda no Estado. No plano há um resumo das ações executadas pela gestão da saúde desde o início da crise sanitária, e também orientações aos profissionais da saúde e à população sobre como proceder no atual momento e nos próximos períodos.

A apresentação do documento, assinada pelo titular da Sesa, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, Dr. Cabeto, reforça que “a vigilância em todo o Estado, no atual cenário epidemiológico, não pode prescindir da notificação e da investigação imediata de todos os casos suspeitos e contatos, identificar e interromper surtos da Doença pelo Coronavírus para que as medidas de prevenção e controle possam ser desencadeadas oportunamente”.

O texto também destaca que o Ceará “soube suportar a primeira onda com estratégias bem definidas e com ações oportunas”. Além disso, reforça que é fundamental que as estruturas de Estado estejam preparadas e orientadas para o enfrentamento, “do que outros países já vêm enfrentando e chamando de segunda onda”. O objetivo é organizar as ações para que o setor da saúde tenha capacidade de resposta, caso haja a consolidação de uma segunda onda.

No plano, as ações necessárias em diversos setores do acompanhamento e atendimento aos pacientes com Covid são reorganizadas e redirecionadas, conforme os critérios mais adequados para o atual contexto. Na prática, o documento estabelece como devem proceder a vigilância epidemiológica, sanitária, laboratorial e a imunização, atenção primária à saúde e as ações de comunicação e divulgação.

Imunização de grupos prioritários

O documento também confirma a informação que havia sido divulgada, esta semana, de forma preliminar, sobre os grupos prioritários de vacinação da Covid no Ceará. Tão logo esteja disponível, o imunizante será aplicado primeiramente em trabalhadores da saúde e pessoas com mais de 75 anos. Um total de 1.794.076 pessoas devem serão vacinados nos grupos prioritários. A meta é imunizar pelo menos 95% desse público.

A primeira fase terá trabalhadores da saúde, idosos a partir de 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena. Na segunda serão as pessoas de 60 a 74 anos.

Já a terceira fase inclui as pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença (pessoas com doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras) e a quarta os professores, os integrantes das forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.

No Ceará serão necessárias 4.485.190 doses da vacina, considerando as duas aplicações do esquema de imunização. Na logística para a operacionalização da vacinação no Estado, o plano menciona, dentre outros, a aquisição de 147 câmaras refrigeradas de 200 e 300 litros que serão destinadas aos municípios com até 100 mil habitantes, e outros 22 refrigeradores de 400 litros que irão para cidades que têm acima de 100 mil habitantes.

Plano traz divisão em fases

O documento da Sesa informa ainda que os níveis de alerta devem ser considerados como flexíveis e mutáveis, de acordo com o cenário epidemiológico vigente, e apresenta 5 fases para a reativação deste Plano de Contingência. O Diário do Nordeste aguarda informações da Secretaria sobre como será a implementação dessas fases. São elas:

Fase 1 – Nível de resposta de Reativação: Corresponde à articulação
e envolvimento multisetorial em medidas conjuntas de prevenção e
controle da Covid-19, visto o aumento do número de casos novos.
Promovendo a reorganização da capacidade instalada e
reabastecimento do estoque de insumos. Reforçando as estratégias de
biossegurança dos profissionais da Atenção Pré-Hospitalar (APH) e
hospitalar. Assim como, o fortalecimento da vigilância epidemiológica,
especialmente no que diz respeito à sua capacidade de detecção
precoce, testagem em massa, rastreamento e monitoramento de
contatos.

Fase 2 – Estado de atenção: Nesta fase ocorre a ampliação da
comunicação com a população e profissionais de saúde. Aprimorando
a articulação entre os órgãos encarregados pela APS e a Vigilância.
Os equipamentos e suprimentos médicos devem ser alocados
coordenadamente, acompanhados pela monitorização da taxa de
ocupação de leitos e equipamentos. As ações da vigilância
epidemiológica dedicam-se ao aperfeiçoamento da identificação de
contatos (rastreamento e monitorização), testagem em massa e o
isolamento de casos confirmados e casos suspeitos. Para controlar a
disseminação se faz necessário a reativação da epidemiologia de
campo (investigação de surtos), realinhamento da atuação nas
regionais de saúde junto ao EpiSUS fundamental e articulação com
Superintendências Regionais de Saúde;

Fase 3 – Emergência em Saúde Pública: Diz respeito as ações
decididas pelo COE que visem a redução da mortalidade. Deve-se
reativar de hospitais de campanha e Postos de Atendimento Médico
nas regiões de saúde, ampliação de leitos de UTIs, aquisição dos
fármacos indicados, monitoramento e atualização de protocolo clínico
e de testes diagnósticos para Covid-19. Nessa fase será restringidas
as atividades econômicas e comportamentais, fazer o uso de barreiras
sanitárias e fechamento de fronteiras. Garantindo também o
fornecimento estável de mercadorias e seus preços para garantir o
bom funcionamento da sociedade.

Fase 4 – Recuperação: Nesta fase a desaceleração do crescimento de
casos é constatada, os protocolos de retorno das atividades serão
atualizados, de acordo com o monitoramento dos indicadores definidos
pelo COE. Faz-se necessário fortalecimento das ações da vigilância
epidemiológica, pesquisa, testagem em massa e rastreamento e
monitoramento de contatos;

Fase 5 – Desativação do plano: O plano será desativado quando a
emergência for declarada encerrada

Fonte: Diário do Nordeste

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