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Ceará prepara logística para garantir insumos para vacina contra Covid-19
Plano de contingenciamento no Estado prevê compra de R$ 1,5 milhão em seringas para imunizar grupos prioritários no início de 2021.
Ceará prepara logística para garantir insumos para vacina contra Covid-19
O plano nacional de imunização foi anunciado nesta quarta-feira (16) ()

O Governo do Ceará se prepara para o recebimento das vacinas prometidas pelo Governo Federal para o Estado. Na primeira remessa, esperada para o primeiro semestre de 2021, deve chegar 1,7 milhão.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16) pelo governador Camilo Santana (PT) após participar do lançamento do Plano Nacional de vacinação contra a Covid-19, em Brasília, a convite do Ministério da Saúde. A vacinação seria iniciada em fevereiro.

O Ceará se organiza para a compra e recebimento de seringas e refrigeradores, e monta uma ação logística para imunizar ao menos 95% dos cearenses de dez grupos prioritários.

O Palácio da Abolição garante também que já há o planejamento de quatro fases, e determina quais agrupamentos serão os primeiros a receber a vacina. A expectativa é que sejam aplicadas entre 250 e 300 mil doses, por exemplo, em profissionais de Saúde, que estão na linha de frente do combate ao vírus.

Na primeira leva de vacinação estão ainda os idosos, pessoas com comorbidades e professores. Na semana passada, a Secretaria de Saúde (Sesa) já havia divulgado um plano de contingência. O documento de 131 páginas dá um panorama detalhado sobre a doença, origem do vírus no continente asiático e inicia o detalhamento para a vacinação.

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Ceará

Apesar de volumoso, o documento preparado pela Sesa ainda não consta informações mais detalhadas sobre pontos importantes da imunização. Não consta, por exemplo, qual a estrutura física utilizada pelos agentes de saúde para as aplicações. A Secretaria também não informou até ontem qual a previsão de gasto total do Estado com o plano de imunização.

Seguindo a confirmação dada durante visita ao Ministério da Saúde na segunda-feira (14), o Ceará permanece com o plano de começar a vacinar com o primeiro composto aprovado no País. Com isso, há a possibilidade de os cearenses serem imunizados pelo produto chinês — fabricado pela CoronaVac em parceria com o Instituto Butantan —, ou com doses de Oxford, Pfizer, Bharat Biotech, Moderna e Janssen. Além dos imunizantes do consórcio da Covax Facility, da OMS.

“Mesmo o Ministério tendo informado que está comprando 300 milhões de seringas e agulhas, nós também estamos comprando seringas, agulhas e refrigeradores para guardar as vacinas, porque, a partir do momento que o Estado as recebe, é responsabilidade nossa fazer toda a logística de distribuição para a população cearense”, disse ontem o governador.

A fala de Camilo exemplifica um dos pontos detalhados através do plano elaborado pela Sesa. O documento estima que a compra de 4,4 milhões de seringas e agulhas, por exemplo, será o maior investimento em insumos pagos com dinheiro estadual de acordo com a versão atual do plano.

A previsão é que seja gasto R$ 1,5 milhão para adquirir esse tipo de insumo. Despesas com a compra de computadores, ar condicionado e câmaras de refrigeração são de responsabilidade da União. No plano ainda não há o detalhamento de quanto esse empenho irá custar aos cofres do Governo Federal.

Fonte: Diário do Nordeste

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