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Ministério Público denuncia seis por morte de João Alberto dentro do Carrefour
'Conseguiram seu George Floyd', diz Eduardo sobre homem negro assassinado em mercado
João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi morto espancado por seguranças no Carrefour (Reprodução)

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou seis pessoas pela morte de João Alberto Silveira Freitas. O homem negro foi espancado dentro em um supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre, na véspera do Dia da Consciência Negra. O ato de violência foi registrado por câmeras de segurança e o caso revoltou o país.

Os suspeitos do crime já haviam sido indiciados pela Polícia Civil. Agora, o caso será analisado pela Justiça que, se concordar com a avaliação do MPRS, torna os trabalhadores do supermercado réus no processo. Somente depois disso é que eles poderão ser julgados.

O Ministério Público apontou a participação no assassinato de dois seguranças e quatro funcionários do Carrefour. Todos podem ter que responder por homicídio triplamente qualificado com dolo eventual – motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, o MP incluiu o racismo como forma da qualificação por motivo torpe.

Na ação, o órgão estadual ainda pediu que os denunciados respondam ao processo presos.

Relembre o caso

O assassinato de João Alberto Silveira Freitas ocorreu no dia 19 de novembro, quando ele e sua esposa foram até uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre. O casal estava no caixa quando, por motivo ainda ignorado, o homem negro faz um gesto para uma funcionária.

Ele foi escoltado por seguranças até a garagem. Vídeos mostram que João Alberto dá um soco em um dos vigilantes. Momentos depois, os seguranças espancam e imobilizam o cliente. O homem negro morreu asfixiado.

Fonte: O Tempo

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