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Decreto que cancela título de cidadão de Bolsonaro em Iguatu deve ser votado nesta terça
A expectativa é que a matéria seja lida nesta terça-feira, 11, e depois, caso tenha pedido de urgência aprovado, vá para plenário, onde precisa ter aprovação de dois terços dos vereadores.
Decreto que cancela título de cidadão de Bolsonaro em Iguatu deve ser votado nesta terça
Presidente da República, Jair Bolsonaro (Evaristo Sá/AFP)

A Câmara Municipal de Iguatu, no interior do Ceará, deve votar nesta terça-feira, 11, o decreto legislativo que revoga o projeto 026/2021, que concede o título de cidadão iguatuense ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O texto, que já conta com a assinatura de cinco parlamentares, deve ser lido durante sessão remota, a partir das 17 horas.

Segundo o vereador Bandeira Jr (PSD), autor da proposta, a expectativa é que, após leitura do texto, seja pedido regime de urgência para que o decreto seja analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e depois ser apreciado em plenário virtual, caso passe pela comissão. Para ser aprovado, a matéria precisa ter aprovação de dois terços dos vereadores, ou seja, 12 destes.

Na última terça-feira, 4, um decreto para conceder a Bolsonaro o título de cidadão de Iguatu, de autoria do vereador e vice-presidente da Casa, Rubenildo Cadeira (Republicanos), foi aprovado. A reportagem tentou contato com o vereador para falar sobre a tentativa de revogação do seu projeto, mas não obteve retorno. A presidente da Câmara de Iguatu, Eliane Braz (PSD), também foi contatada, mas não atendeu às ligações.

Após repercussão negativa, cinco parlamentares desistiram do voto e assinam o decreto a fim de revogar a ação. São eles: Banderia Jr, Alysson Barreto (Republicanos), Dr Zilfran (Republicanos), Pedro Uchôa (PSB), Diego Felipe (Republicanos). Caso vá para plenário, o voto destes devem se somar a outros cinco que já foram contrários ao decreto inicial: Sávio Sobreira (PDT), João Torres (PP), Eudisvan (sem partido), Marciano Baião (Solidariedade) e Lindovan (PSB).

Os vereadores desistentes negam alguma pressão partidária para mudança de posição. “Não teve nenhuma interferência partidária. O que nos move na questão da revogação é a manifestação popular. Infelizmente, eu votei, porém, mais pela questão de cordialidade, porque título de cidadão nunca tinha sido rejeitado. Eu não sou adepto à política de Bolsonaro, votei em Ciro Gomes. A população não aceitou, e como somos agentes públicos, vimos a repercussão e desistimos, e entramos com o requerimento”, disse o vereador Diego Felipe.

Já o vereador Alyson Barreto defende que, “por ser novato”, não entendeu a votação e errou sua posição. Ele afirma que “nunca votou em Jair”, mas que ficou calado durante a apuração em sessão. “Quem alertou a gente foi o povo. O voto é livre, a gente não seguiu opinião de nenhum superior. Pessoas da minha família me pediram para repensar. No outro dia, perguntei ao pessoal da Câmara e eles disseram que eu poderia revogar o voto. Consequentemente, outros colegas somaram”, diz.

Fonte: O Povo

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