Governador Camilo Santana (Foto: Reprodução/Twitter Camilo Santana)
No ano passado, o governador Camilo Santana (PT) tentou negociar a compra direta de vacinas da Pfizer/BioNtech para o Ceará. Em ofício, obtido junto a fontes oficiais, Camilo reforçou o interesse na aquisição, estimando o fornecimento de 1,4 milhão de doses. O documento foi enviado a representantes do laboratório no Brasil no dia 30 de dezembro de 2020. A farmacêutica, no entanto, alegou negociações com a União.
Com foco nas tratativas com o governo federal, a Pfizer afastou a possibilidade de acordo direto com o Estado, em retorno feito no dia 4 de janeiro. Naquele momento, as negociações entre o laboratório e a União, porém, ainda estavam sendo encaminhadas. Em resposta ao ofício enviado pelo governador, Alejandro Lizarraga, diretor da área de vacinas da Pfizer Brasil, considera a possibilidade de venda direta em uma ocasião futura, após definida “a negociação a nível federal, assim como a possível disponibilidade global das doses e a viabilidade legal de um contrato estadual”.
Em março deste ano, o governador, junto a outros membros do Consórcio Nordeste, negociou a aquisição de doses da vacina russa Sputinik V. Camilo viajou para Brasília, onde se reuniu com o presidente da União Química, laboratório responsável pela importação do imunizante russo para o Brasil. O lote seria em complemento ao Plano Nacional de Imunização (PNI), caso o governo federal não forneça vacinas suficientes para a imunização completa de todos os brasileiros.
Governadores do Nordeste assinaram a compra de R$ 37 milhões de doses, com previsão de fornecimento entre abril e julho. Só para o Ceará, foram conferidas 5,9 milhões de vacinas. A Sputnik V, no entanto, segue sem aprovação da Anvisa para uso emergencial. Em entrevista ao canal GloboNews em 25 de abril, Camilo declarou que o primeiro lote negociado já havia sido perdido.
A Pfizer, por sua vez, é o primeiro imunizante contra a Covid a obter registro definitivo pela Agência Sanitária no Brasil. No entanto, sua entrada no país ocorreu após inúmeras tentativas frustradas de negociação junto ao governo federal. A primeira delas foi feita em agosto de 2020, quando a farmacêutica disponibilizou 70 milhões doses, com previsão de entrega em dezembro do mesmo ano. Ao todo, foram comprovadas pelo menos três ofertas formais da Pfizer feitas diretamente à União, todas sem sucesso.
Fonte: O Povo
