Partidos negociam fusão e emitiram comunicado em conjunto contra falas do presidente no dia 07 de setembro (Foto: Reprodução)
Partidos da base do governo, PSL e Democratas emitiram nota conjunta na noite desta terça-feira (7) onde repudiam os discursos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante as manifestações do dia 7 de setembro. Nas falas do presidente, ele chegou a dizer que não vai mais seguir ordens judiciais vindas do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
No texto, que só foi publicado nas redes sociais do PSL nesta quarta-feira (8) , as siglas criticam as ameaças feitas por Bolsonaro contra o poder judicário.“A liberdade é o principal instrumento democrático e não pode ser usada para fins de discórdia, disseminação do ódio, nem ameaça aos pilares da própria Democracia”, pontuaram, em referência ao uso massivo da palavra liberdade por Bolsonaro e seus apoiadores.
“Por isso, repudiamos com veemência o discurso do senhor presidente da República ao insurgir-se contra as instituições de nosso país”, diz a nota.
As legendas também reiteram a situação de crise econômica e social que o país vive, citando “os milhões de pais e mães de família angustiados com a inflação de alimentos, da energia, do gás de cozinha, com o desemprego e com a inconstância da renda”. Segundo a nota, para uma resposta a essa situação, “hoje torna imperativo darmos um basta nas tensões políticas, nos ódios, conflitos e desentendimentos que colocam em xeque a Democracia brasileira”.
Os partidos encerram o texto, em referência à data escolhida para os protestos pró- Bolsonaro, afirmando que “não existe independência onde ao cidadão não se garantem as condições para uma vida digna. O Brasil real pede respostas enérgicas e imediatas”.
Fusão entre DEM e PSL
Os dois partidos estudam se fundirem em uma só sigla. A previsão é que esse processo seja formalizado no dia 21 de setembro. O novo partido ainda não tem um nome definido e nem qual número de urna será utilizado, se o 25 (DEM) ou o 17 (PSL).
Fonte: O Tempo
