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Bolsonaro volta a atacar vacinas e a defender “tratamento precoce”
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Menos de três semanas após sinalizar que baixaria o tom dos ataques às instituições, adversários e à imprensa, e que também recuaria nos discursos negacionistas em relação à pandemia, o presidente Jair Bolsonaro voltou a discursar publicamente contra medidas de combate à covid-19 e contra a imprensa.

Na cerimônia oficial do lançamento da nova linha de crédito da Caixa para famílias de baixa renda, no Palácio do Planalto, na manhã desta segunda-feira (27), Bolsonaro decidiu falar sobre os mil dias do seu governo e outros temas, visando as eleições de 2022.

Bolsonaro voltou a criticar a vacinação contra covid-19 e a defender o “tratamento precoce”, feito com medicamentos sem eficácia comprovada, ao citar o filho Eduardo Bolsonaro e ministros infectados na semana passada, após a viagem a Nova York para participar da Assembleia-Geral da ONU.

O presidente afirmou que há “uma grande incógnita” sobre se os imunizantes funcionam e, por isso, eles não deveriam ser obrigatórios.

“Não sou contra a vacina, mas nós respeitamos a liberdade. A vacina não pode ser obrigatória. Tereza Cristina (ministra da Agricultura) tomou duas doses e tá em casa. O Bruno Bianco (ministro da CGU), a mesma coisa. O meu filho, Eduardo Bolsonaro, a mesma coisa. Aliás, há uma grande incógnita nisso aí. Prato cheio para imprensa dizer que eu sou negacionista. É liberdade.”

Segundo Bolsonaro, o fato de os ministros terem testado positivo é um argumento contra o passaporte da vacinação. No entanto, ele omitiu que todos não tiveram de ser internados justamente porque foram vacinados com as duas doses.

Fonte: O Tempo

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