Alexandre Garcia e Jair Bolsonaro em encontro no Palácio do Planalto (Foto: Agência Brasil)
Jair Bolsonaro usou um evento no Palácio do Planalto, em que anunciaria nova linha de crédito da Caixa para famílias de baixa renda, para falar da decisão da emissora de TV CNN Brasil em demitir o comentarista Alexandre Garcia, na sexta-feira (24).
“Cada vez mais nos preocupamos hoje em dia com liberdade. Assisti na semana passada, a algo estarrecedor. Numa grande rede de televisão, num quadro conhecido como ‘Liberdade de Opinião’, um famoso jornalista foi demitido por sua opinião. Não tem coisa mais absurda do que isso. Para onde estamos caminhando?”, criticou Bolsonaro, na manhã desta segunda-feira (27).
Segundo nota da CNN Brasil, Garcia foi demitido do quadro ‘Liberdade de Opinião’, por “reiterar a defesa do tratamento precoce contra a Covid-19 com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada”.
“Forças Armadas não cumpririam uma ordem absurda”
Em defesa da liberdade e da democracia, Bolsonaro disse também que as Forças Armadas não cumpririam uma “ordem absurda”.
“Eu já vivi o suficiente. Lógico que não quero morrer hoje nem amanhã, espero ficar mais uns vinte, vinte e poucos anos vivo”, disse o presidente, que está com 66 anos.
“Com liberdade. E eu tenho obrigação hoje de fazer isso. As Forças Armadas estão aqui. Ela (sic) está ao meu comando, sim, é meu comando. Se eu der uma ordem absurda, elas vão cumprir? Não! Nem a mim e nem a governo nenhum”.
A revista Veja que está nas bancas traz uma entrevista com Bolsonaro. Na capa, o título é “A chance de um golpe é zero”.
Fonte: O Tempo
