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Suspeito de participação na morte de professor de matemática em Fortaleza é preso
Professor é encontrado morto com sinais de asfixia em rua de Fortaleza
Marcos Aurélio Marques, 49 anos, saiu de casa e foi encontrado sem vida, em Fortaleza (Foto: Arquivo pessoal)

Um suspeito de participação na morte do professor de matemática, Marco Aurélio Marques, de 49 anos, foi preso nessa sexta-feira (1º), conforme a Polícia Civil do Ceará (PC-CE). Marcos foi encontrado morto, com sinais de asfixia, na Rua Orlando Dias, no Bairro Granja Lisboa, em Fortaleza, no último sábado (25).

Amigos e familiares suspeitam de crime de ódio motivado pela orientação sexual da vítima, que era homossexual. Segundo testemunhas, o professor saiu de casa no Bairro Bom Jardim na sexta-feira (24) e não tinha mais sido visto.

A PC-CE disse que detalhes do trabalho policial serão divulgados em momento oportuno para não comprometer as investigações em andamento.

Protesto por justiça

Um grupo de amigos do professor de matemática Marcos Aurélio Marques, de 49 anos, se reuniu na frente do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Bairro de Fátima, em Fortaleza, para pedir justiça e celeridade na investigação que apura a morte do docente.

Francisco Soares, professor e amigo de Marcos, diz que houve “um crime bárbaro, cometido com requintes de perversidade, de muita crueldade”.

Rapidez nas investigações

A professora aposentada e amiga Ana Lúcia Santos foi à frente do DHPP para que o caso não caia no esquecimento. “A gente veio fazer esse ato para pedir celeridade na investigação. A gente precisa saber o que aconteceu com nosso amigo. Ele não merecia”, disse.

Ela não acredita que tenha ocorrido apenas um latrocínio (roubo seguido de morte), pois considera que houve bastante violência contra Marcos Aurélio.

“Eu reconheci o corpo, fui a primeira a reconhecer o meu amigo e, pela forma que foi, pela forma que ele foi encontrado, pela forma que estava o rosto do meu amigo, desfigurado e estrangulado, na minha concepção, aquilo é crime de ódio”, ressaltou.

Francisco Soares, professor e também amigo de Marcos, houve “um crime bárbaro, cometido com requintes de perversidade, de muita crueldade”. Segundo ele, todos os amigos e a família estão comovidos e indignados, por isso os pedidos de esclarecimento por parte do sistema judiciário.

“Acreditamos que a Polícia tem, sim, condições de identificar os responsáveis pela morte dele”, argumenta a professora Gláucia Albuquerque. Segundo ela, o veículo da vítima “foi deixado em local facilmente encontrado, e a cidade é muito monitorada”. Além disso, ela também cita o uso de cartões de crédito de Marcos como linhas auxiliares na investigação.

Caso é investigado pela 2ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Fonte: G1 CE

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