Flávio Bolsonaro recebeu a segunda dose contra Covid-19 (Foto: Agência Brasil)
O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em Brasília, na manhã desta quinta-feira (14). Ele foi à Unidade Básica de Saúde 1 (UBS 1) da Asa Sul acompanhado de uma comitiva, com carros oficiais e seguranças.
Na saída, enquanto entrava no carro, foi hostilizado por cidadãos que estavam do lado de fora. A informação é da coluna Grande Angular do portal Metrópoles.
Segundo o site, um homem gritou “Miliciano! Fura fila”. Ele filmou a saída da comitiva na Unidade Básica de Saúde 1 (UBS 1) da Asa Sul. Outro homem disse: “Seu manezão”.
A médica residente da UBS 01 da Asa Sul Sylvia Telles Chicarino contou à coluna Grande Angular que Flávio Bolsonaro “deu dedo” após ela chamá-lo de “assassino” e gritar: “Fora Bolsonaro”. “Ele e o ministro Queiroga não pegaram fila e foram para a sala de vacina sem contato com ninguém”, afirmou.
Flávio Bolsonaro foi vacinado com a primeira dose da vacina contra Covid-19 no Rio de Janeiro, em julho deste ano, durante a repescagem da imunização.
Jair Bolsonaro volta a atacar vacina
Enquanto o seu filho 01 recebia a segunda dose sem enfrentar fila, o presidente Jair Bolsonaro discursava contra os imunizantes e defendia o chamado “tratamento precoce”. Ele inclusive prometeu uma “notícia bomba” a favor dos medicamentos aos quais eles fez propaganda durante toda a pandemia e não tem eficácia contra o coronavírus, conforme diferentes pesquisas científicas.
“Está sendo ultimado um estudo aqui com a gente”, disse. “Centenas de milhares de pessoas poderiam estar vivas se tivessem feito tratamento precoce”, afirmou em entrevista a uma rádio evangélica, na manhã desta quinta-feira (14).
Bolsonaro voltou a falar contra a adoção de “passaportes da vacinação”, que em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo têm mantido pessoas que se recusam a tomar a vacina contra covid-19 longe de determinados eventos e espaços públicos.
“As pessoas que contraem o vírus têm uma vacina natural”, insistiu o presidente, alegando que, mesmo não tendo tomado o imunizante, tem alta proteção contra o vírus.
“Por que vou tomar a vacina para conseguir uma quantidade de anticorpos menor? Por que essa obsessão?”, declarou, em entrevista à Rádio Novas de Paz. Segundo autoridades de Saúde, porém, mesmo quem já teve covid deve ser imunizado contra a doença.
Bolsonaro reforçou o discurso ao contar que, em ida aos Estados Unidos para participar da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, foram contaminados com o vírus, mesmo já tendo sido vacinados. “Quando começa a discutir vacina, virou crime. Vem logo te acusando de negacionista, terraplanista”, acusa.
Fonte: O Tempo
