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PF investiga atuação do Ministério da Justiça em extradição de Allan dos Santos
Alexandre de Moraes cobrou explicações para saber se a ordem havia sido cumprida, e a PF pediu dados à pasta no mesmo inquérito em que foi decretada a prisão do blogueiro.
PF investiga atuação do Ministério da Justiça em extradição de Allan dos Santos
Vicente Santini , secretário Nacional de Justiça: PF quer saber dele como foi o processo do pedido de extradição de Allan dos Santos (Foto: Rosinei Coutinho/STO/STF)

A Polícia Federal investiga a atuação da cúpula do Ministério da Justiça no processo de extradição do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, ordenada em outubro pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, o ministro cobrou explicações para saber se a ordem havia sido cumprida, e a PF pediu dados à pasta no mesmo inquérito em que foi decretada a prisão do blogueiro, que é dono do canal Terça Livre, desativado por ele após o pedido de prisão.

Santos, que é amigos dos filhos de Jair Bolsonaro, está nos Estados Unidos, para onde se mudou quando já era investigado no Brasil em dois inquéritos instaurados pelo STF: o primeiro apura a divulgação de fake news e ataques a integrantes da Corte e um segundo investiga a atuação de uma milícia digital que trabalharia contra a democracia e as instituições brasileiras.

Ainda de acordo com a Folha, a PF quer saber se houve algum tipo de ato criminoso por parte da cúpula do ministério no processo, para interferir ou atrasar o envio da documentação para os Estados Unidos.

O pedido de extradição de Moraes provocou a demissão da delegada Silvia Amélia, chefe do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional (DRCI), setor que cuida desse tipo de assunto dentro do Ministério da Justiça.

O chefe direto de Silvia era o secretário Nacional de Justiça, Vicente Santini, de quem a PF quer saber qual foi a atuação nos autos.

O pedido de extradição chegou aos Estados Unidos e a cúpula da Justiça só teve acesso a essa informação em novembro, quando o trâmite já havia sido executado.

Fonte: O Tempo

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