O Brasil registra, de acordo com os dados mais recentes, mais de 15.590,98 pessoas com confirmação positiva para coronavírus, um aumento drástico no número de aproximadamente 65.000 a mais que no dia anterior.
Brasil, um dos países com maior índice de óbitos por COVID-19
No momento, a taxa de pacientes confirmados com coronavírus nos últimos 14 dias é de 40.000 por 100.000 habitantes, uma taxa alta confirmada em comparação com o resto dos países do mundo, com exceção da Índia, cuja taxa de pacientes está crescendo com a nova variante do vírus.
Neste momento existem mais de 450.000 pessoas mortas por coronavírus, no último dia mais de 3.000 pessoas morreram, um número inferior ao do dia anterior
É preciso interpretar corretamente esses dados para saber que o Brasil, com 210.147.000 habitantes, está entre os países mais populosos do mundo, conforme pode ser verificado na tabela de população mundial do censo realizado em 2020.
No Brasil, em 2018, 3.686 pessoas morreram em média por dia, número que este ano pode ser agravado pelo número de mortes por coronavírus. Se você tiver interesse, pode consultar os números de mortalidade do Brasil. A taxa de fatalidade (mortes em comparação com confirmadas) é de 2,75%.
O Brasil bateu seu recorde
O Brasil bateu seu recorde e é o único país do mundo com mais de 3.000 mortes por dia por covid-19.
Quando os Estados Unidos, que têm 333 milhões de habitantes, alcançaram 3.177 mortes em um dia, no dia 9 de dezembro, representaram uma taxa de 9,6 mortes por milhão de habitantes, segundo a plataforma Nosso Mundo em Dados. Em 12 de janeiro, dias antes da saída de Donald Trump da Casa Branca, acrescentou 4.477 mortes; a taxa subiu para 13,53 mortes por milhão de habitantes. O Brasil, com cerca de 210 milhões de habitantes, atingiu 15,5 mortes por milhão nesta terça-feira.
As mortes do dia no estado de São Paulo

As mortes do dia no Estado de São Paulo anteciparam o novo recorde nacional. A entidade mais rica do Brasil contabilizou nesta terça-feira 1.021 mortes em 24 horas, segundo o Governo de João Dória (PSDB). O recorde anterior foi uma semana antes, em 16 de março, dia em que foram contabilizadas 679 mortes. São Paulo tem a maior rede de hospitais públicos e privados e praticamente não há vagas para novos pacientes: a taxa de ocupação de leitos de UTI ultrapassa 91%. A situação é semelhante, ou ainda mais dramática, nas demais unidades federativas. Na semana passada, os governadores disseram que os medicamentos sedativos para intubar pacientes em UTIs estavam acabando em pelo menos 18 estados e que mais de 100 cidades já experimentaram falta de oxigênio embalado.
Os números do Brasil não colocam o país em uma situação inédita
Os números do Brasil não colocam o país em uma situação inédita no mundo, pois outras nações já passaram por períodos semelhantes ou até piores da pandemia. Mas, enquanto os principais afetados pelo coronavírus apostam em medidas rígidas para restringir a circulação, o Brasil caminha na direção oposta. O presidente Jair Bolsonaro negou a gravidade da crise desde o início, promovendo aglomerações e se voltando contra os governadores que tentam restringir as quarentenas. Resultado: o Brasil não é apenas o segundo país com maior número de mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, com 543.196 mortes, mas é o único país que hoje registra mais de 1.000 mortes diárias.

“Não sabemos quanto tempo teremos para enfrentar essa crise, mas quero tranquilizar o povo brasileiro. As vacinas são garantidas ”, disse Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, nesta terça-feira (24/04/2021) em uma entrevista por telefone. “Estamos em um momento em que uma nova variante do coronavírus infelizmente tirou a vida de muitos brasileiros”, acrescentou o presidente em mensagem à nação.
Entre os 10 países com maior número absoluto de óbitos (Estados Unidos, Brasil, México, Índia, Reino Unido, Itália, Rússia, França, Alemanha e Espanha), o Brasil também lidera a maior taxa diária proporcional. Considerando a média diária entre 16 e 22 de março, o país registra uma taxa de 10,85 óbitos por milhão de habitantes a cada dia. Está atrás de sete outros países: Hungria (20,23 mortes), República Tcheca (19,09), Montenegro (16,38), Bósnia e Herzegovina (15,41), Bulgária (14,72), Eslováquia (13, 06) e Macedônia do Norte (11,18), de acordo para o nosso mundo em dados.
A cada dia que passa o número de vítimas aumenta e não há solução concreta por parte do governo, por outro lado dá-se origem ao roubo de vacinas, outro assunto que está a ser tratado pelo presidente, esperemos que a situação se acalme para baixo e que em breve o governo brasileiro poderá encontrar uma solução para as vacinas e desfazer o roubo das mesmas.