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A importância da experiência ao vivo numa época cada vez mais digital
A agenda cultural do Cariri continua a mostrar uma coisa muito simples.
Redação Portal M1

Fonte Pixabay

A agenda cultural do Cariri continua a mostrar uma coisa muito simples. O público ainda gosta de estar presente. Isso aparece nos shows, nas apresentações, nos lançamentos de cordel e em tantos outros eventos que continuam a reunir gente da região. Há ali qualquer coisa que não se esgota no que está a acontecer no palco. O ambiente conta e a reação de quem está por perto também. O que fica, mais do que a experiência são as memórias que essa experiência proporcionou.

Sabemos que o digital ocupou um lugar central na rotina das pessoas. Isto é especialmente visível no entretenimento online que cresce a cada ano. Mas, será isso um sinal de que o presencial deixou de ser importante, ou que o digital conseguiu evoluir ao nível de conseguir oferecer a imersividade e sentimento de experiência do presencial?

Quem sai de casa para ir a um evento normalmente não vai apenas “consumir” alguma coisa. Tal como alguém que se decide pelo digital também deseja alcançar algo. Assistir a um filme na Netflix pode ser uma experiência em alguns casos melhor que sair para assistir a um filme no cinema. Sair para jogar com amigos, pode em alguns momentos não ser tão gratificante como ficar em casa e jogar online. Seja por conforto, pela possibilidade de interagir com qualquer pessoa no mundo, a verdade é que ainda que o presencial continue a ter o seu lugar, para algumas pessoas, especialmente as nativas digitais, a escolha pelo digital pode ser a opção mais natural.

Quando o online começa a aproximar essa sensação

Durante muito tempo, no digital não existia a preocupação com o fator social, mas em oferecer um produto melhor que a concorrência, como ter uma maior coleção de filmes, jogos, ou livros. No entanto, o consumidor atual já não busca apenas por isso. Ele precisa se sentir parte de algo, interagir e fazer parte da sua comunidade que muitas vezes está espalhada pelos quatro cantos do mundo.

É por isso que os desenvolvedores de plataformas de jogos como Roblox e Minecraft continuam tão fortes. Eles entenderam a importância de oferecer a componente social e a sensação de pertença. O chat, as construções feitas em conjunto, os eventos dentro da plataforma, os grupos que se formam com o tempo se tornaram verdadeiras comunidades digitais comparáveis por exemplo a pequenas aldeias onde todo o mundo se conhece.

Isto funciona de forma transversal no setor de entretenimento. Mesmo em plataformas que já eram populares como os cassinos online, a oferta da experiência ao vivo veio revolucionar o setor. O cassino ao vivo Superbet  é um bom exemplo o usuário acompanha uma mesa em funcionamento, vê o jogo a acontecer em tempo real e percebe que há outras pessoas ali naquele mesmo ambiente. Não é a mesma coisa que um evento presencial, claro. Mas também já não é aquele consumo isolado e silencioso de antes.

O presencial continua a ter lugar

Mesmo assim o presencial terá sempre o seu lugar. Num evento ao vivo existe imprevisto. Existe pausa. As sensações vividas na pele como o arrepiar de uma música ao lado de alguém especial, os cheiros, toda a atmosfera que se cria, o digital ainda não consegue igualar. Mas é preciso dizer que para muitos, é exatamente esta atmosfera que o presencial oferece que faz com que optem pelo digital, afinal todo o mundo é diferente.

No Cariri isso pesa ainda mais porque a vida cultural da região nunca foi apenas programação. Sempre teve muito de encontro e de circulação entre pessoas.

A internet pode despertar curiosidade, pode divulgar artistas, pode aproximar públicos e pode fazer muita gente interessar-se por algo que antes nem conhecia. Isso já é muita coisa. Mas continua a existir uma distância entre ver e estar.

Não parece ser uma escolha entre um e outro

Durante algum tempo falou-se muito como se o digital fosse engolir tudo. Hoje isso já não convence tanto. O que se vê é outra coisa. Por isso não faz muito sentido falar de uma luta entre presencial e digital. O que se vê hoje é uma convivência entre ambos.

As pessoas continuam à procura de espaços onde sintam que estão compartilhando alguma coisa com outras. Às vezes isso acontece numa praça, num palco, numa feira cultural. Noutras vezes acontece dentro de uma plataforma online.

 

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